Com a intensificação do conflito no Iêmen, mais pessoas fogem para o Djibuti

Com a intensificação da guerra no Iêmen, mais de 120 mil refugiados e imigrantes fugiram do país desde abril, muitos buscando segurança no golfo de Áden, na República do Djibuti, um pequeno país no Chifre da África.

Refugiado iemenita ferido, Seif Zeid Abdullah está de muletas no acampamento Markazi, em Djibuti. Foto: ACNUR/Oualid Khelifi

Refugiado iemenita ferido, Seif Zeid Abdullah está de muletas no acampamento Markazi, em Djibuti. Foto: ACNUR/Oualid Khelifi

O pescador iemenita Abdullah Seif Zeid estava voltando para casa em sua moto quando um ataque aéreo atingiu Bab El Mandeb, sua região natal.

A súbita explosão atingiu diretamente o iemenita de 27 anos de idade. Sua perna esquerda foi quebrada por estilhaços, e ele percebeu que estava sangrando muito em um ferimento que exigiria meses de reabilitação e tratamento.

“Eu vivia com medo de que algo como isso pudesse acontecer com algum familiar, amigo ou vizinho. Então, de repente, minha perna está dilacerada e eu estou incapacitado”, contou Abdullah.

Com a intensificação da guerra no Iêmen, mais de 120 mil refugiados e imigrantes fugiram do país desde abril de 2015. Mais de 15 mil refugiados, dentre eles Abdullah Zeid, têm buscado segurança no golfo de Áden, na República do Djibuti, um pequeno país no Chifre da África.

À medida que a guerra civil se espalhou em sua terra natal, muitos perderam suas casas, outros seus meios de subsistência. A maioria se sente incapaz de se juntar a seus entes queridos em outras partes do país porque temem pela sua própria segurança.

Como milhões de iemenitas, Abdullah Zeid já estava em situação dificuldade econômica antes mesmo da guerra civil, que eclodiu em março. Uma década de instabilidade política, tensão entre grupos civis e contínua intolerância também enfraqueceram os serviços públicos, somando-se às dificuldades já existentes.

Temendo que instalações médicas se tornem alvo – como já aconteceu em meio ao conflito – Zeid Abdullah e outros civis feridos de guerra estão cada vez mais relutantes em procurar cuidados de saúde pública no Iêmen. Além disso, os custos crescentes de clínicas privadas estão forçando-os a procurar outras alternativas.

Saiba mais: http://bit.ly/1YeTX83