Colômbia: após deslizamentos de terra em Mocoa, ONU intensifica ajuda humanitária

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Em resposta aos deslizamentos de terra no município de Mocoa, na Colômbia, que deixaram pelo menos 300 pessoas mortas, 370 desaparecidos e vários prédios danificados, agências das Nações Unidas informaram que estão intensificando ações humanitárias na região.

Agente humanitário da OIM com autoridades da Colômbia em um acampamento que abriga deslocados do deslizamento no município de Mocoa. Foto: OIM / Colômbia

Agente humanitário da OIM com autoridades da Colômbia em um acampamento que abriga deslocados do deslizamento no município de Mocoa. Foto: OIM / Colômbia

Em resposta aos deslizamentos de terra no município de Mocoa, na Colômbia, que deixaram pelo menos 300 pessoas mortas, 370 desaparecidos e vários hospitais e infraestruturas civis danificados, agências das Nações Unidas informaram na semana passada (7) que estão intensificando suas ações humanitárias na região para aliviar o sofrimento das pessoas afetadas.

“Conhecemos a área de emergência e estamos apoiando o governo colombiano, que criou um centro de resposta unificado no município para coordenar o suporte nacional e internacional”, disse o chefe da Organização Internacional para as Migrações (OIM), Alejandro Guidi, em comunicado à imprensa.

A OIM está fornecendo abrigos aos necessitados, ajudando a registrar vítimas, transportando a população afetada para locais seguros e dando suporte à gestão e à coordenação de acampamentos.

Outros organismos das Nações Unidas estão atuando no local através de vários terminais de ajuda.

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) está presidindo a equipe de coordenação local das agências humanitárias e conduzindo uma avaliação rápida de emergência; o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) lidera os terminais de água, saneamento e higiene e educação em situações de emergência; a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) coordena os terminais de segurança alimentar e nutrição; e a Organização Mundial da Saúde (OMS), que trabalha com o Ministério da Saúde colombiano, cuida dos grupos de saúde.

Esses terminais de assistência são ativados após desastres e são parte essencial da resposta humanitária. Eles ajudam a coordenar o trabalho de várias agências da ONU e de outras organizações; prevenir lacunas; e evitar retrabalhos.

No entanto, a situação na região de Mocoa e em outras áreas continua preocupante. Há falta de água potável; o sistema de esgoto e vários hospitais foram danificados; e o fornecimento de energia elétrica em alguns municípios da província de Putumayo foram interrompidos.

Há também pouca informação sobre a situação nas zonas rurais, e a falta de financiamento está dificultando os esforços de socorro.

De acordo com o porta-voz da OIM, Joel Millman, “o setor privado intensificou a ajuda fortemente, com uma empresa de telecomunicações fornecendo à agência de migração da ONU equipamentos de comunicação e conexão de banda larga para auxiliar esforços de registro”.

“No entanto, com um défice de financiamento estimado em cerca de 60%, é necessário mais”, acrescentou.


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