COI lança campanha para instalar iluminação em campos de refugiados de Ruanda

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O Comitê Olímpico Internacional (COI), por meio de sua campanha “Become the Light” (Seja a luz), uniu-se à Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) para levar luz aos moradores do campo de refugiados de Mahama, norte de Ruanda, onde mais de 55 mil refugiados foram forçados a deixar suas casas devido à violência no Burundi.

No campo de refugiados de Mahama, na província oriental de Ruanda, mãe leva lenha para abrigo. Quando escurece, o campo fica em completa escuridão. Foto: ACNUR/Tony Karumba

No campo de refugiados de Mahama, na província oriental de Ruanda, mãe leva lenha para abrigo. Quando escurece, o campo fica em completa escuridão. Foto: ACNUR/Tony Karumba

Atualmente, existem 4 milhões de refugiados no mundo que vivem em mais de 230 campos com iluminação inapropriada. Isso significa que, uma vez que escurece, quase todas as atividades terminam.

Não há como realizar reuniões, atividades familiares ou comunitárias, tampouco é possível trabalhar, promover atividades esportivas, culturais, educativas ou musicais.

Além disso, é perigoso para os refugiados tomar banhos ou visitar amigos, coisas tão comuns e simples, especialmente para mulheres e meninas que são expostas a riscos de violência sexual e de gênero.

O Comitê Olímpico Internacional (COI), por meio de sua campanha “Become the Light” (Seja a luz), uniu-se à Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) para levar luz aos moradores do campo de refugiados de Mahama, norte de Ruanda, onde mais de 55 mil refugiados foram forçados a deixar suas casas devido à violência no Burundi.

Quando o sol se põe, às 18 horas, os moradores do campo se apressam para chegar a seus abrigos, o que põe fim à vida comunitária do dia.

Provavelmente, o mais trágico é que estudantes refugiados não possam terminar suas tarefas, estudar ou ler. Isso é particularmente desafiante para os moradores de Mahama, que estão sendo transferidos do sistema educacional francófono para o anglófono.

O COI já coordena um importante projeto esportivo no acampamento e, ao iluminá-lo, as atividades esportivas e outras formas de interação comunitária poderão continuar a ocorrer.

“O esporte representa uma esperança para os jovens refugiados que foram desalojados pelo conflito e pela violência, obrigados a abandonar suas casas, comunidades e até mesmo suas próprias famílias”, disse o alto-comissário da ONU para refugiados, Filippo Grandi.

“Os esportes devolvem a infância, ajudam a curar e criam uma sensação de normalidade, oferecendo um espaço seguro onde as crianças podem crescer, aprender e se desenvolver. Ao garantir que tenham energia elétrica solar sustentável, podemos aumentar as oportunidades esportivas e educacionais aos jovens refugiados.”

O COI e o ACNUR pedem que mais pessoas ajudem a iluminar o acampamento de Mahama, participando da campanha.

Os colaboradores podem doar ao COI pelo site olympicchannel.com/light e acompanhar as atividades físicas que estão sendo promovidas. Toda atividade será registrada e, uma vez que se alcancem certos níveis, o COI iluminará parte do acampamento de Mahama.

“Os esportes buscam construir pontes, unir as pessoas pelo espírito de amizade e respeito”, disse Thomas Bach, presidente do COI. “Num mundo de incertezas, a mensagem de nossa humanidade compartilhada é maior que as forças que nos dividem, é mais importante agora que em qualquer outro momento”.

A campanha será desenvolvida nos Jogos Olímpicos de Inverno em PyeongChang, Coreia do Sul, em fevereiro de 2018.


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