Coalizão global acelera esforços para prevenir novas infecções por HIV

A Coalizão Global sobre Prevenção do HIV lançou nesta quinta-feira (24) seu primeiro relatório de progresso, com um balanço dos avanços alcançados no fortalecimento do compromisso político em torno do tema seis meses depois do lançamento da iniciativa.

Bons exemplos de programas incluem a intensa distribuição de preservativos em alguns países da África Austral; alta cobertura de circuncisão masculina médica voluntária em países da África Oriental; programas para populações-chave, inclusive na Índia e na Ucrânia; e a profilaxia pré-exposição, amplamente introduzida no Brasil e no México, assim como aconteceu na África do Sul e no Quênia.

O relato é do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS).

A Coalizão Global sobre Prevenção do HIV lançou seu primeiro relatório de progresso. Foto: UNAIDS

A Coalizão Global sobre Prevenção do HIV lançou seu primeiro relatório de progresso. Foto: UNAIDS

A Coalizão Global sobre Prevenção do HIV lançou na terça-feira (22) em Genebra, na Suíça, seu primeiro relatório de progresso, com um balanço dos avanços alcançados no fortalecimento do compromisso político em torno do tema seis meses depois do lançamento da iniciativa.

Foram implementadas coalizões nacionais de prevenção para acelerar e coordenar melhor as respostas, estabelecidas novas metas ambiciosas de programas de prevenção em muitos países e lançadas estratégias focadas na prevenção do HIV.

“Há muitos exemplos promissores de países em toda a coalizão com os quais podemos aprender”, disse a ministra da Saúde do Quênia, Sicily Kariuki.

Bons exemplos de iniciativas incluem a intensa distribuição de preservativos em alguns países da África Austral; alta cobertura de circuncisão masculina médica voluntária em vários países da África Oriental; programas para populações-chave, inclusive na Índia e na Ucrânia; e a profilaxia pré-exposição, amplamente introduzida no Brasil e no México, assim como aconteceu na África do Sul e no Quênia.

No entanto, o relatório também mostra que muito ainda precisa ser feito. Políticas sobre idade de consentimento ainda representam grandes barreiras para que os adolescentes tenham acesso aos serviços. Leis punitivas e práticas coercitivas dificultam o acesso de populações-chave aos serviços de saúde.

“Todos os dias, há 1 mil novas infecções por HIV entre mulheres jovens e adolescentes. As lacunas dos programas de prevenção continuam enormes”, disse o diretor-executivo do UNAIDS, Michel Sidibé.

Para que os esforços de prevenção sejam sustentáveis, a sociedade civil deve ser engajada significativamente em todas as coalizões nacionais de prevenção e seus conhecimentos devem ser utilizados. A prevenção do HIV também precisa ser financiada adequadamente.

“Quando formamos a coalizão, identificamos quatro motivos principais que nos impediam de avançar: lacunas na liderança política, barreiras políticas para uma prevenção eficaz, lacunas no financiamento de prevenção e falta de implementação sistemática do programa em escala. Com a adoção do Roteiro de Prevenção do HIV até 2020, nos comprometemos a enfrentar essas questões”, disse o ministro da Saúde e da Infância do Zimbábue, David Parirenyatwa.

Mais de 200 delegados, incluindo 11 ministros da Saúde de países da coalizão, assim como ministros de três outros países que acabaram de se juntar à iniciativa —Botswana, Irã e Mianmar — participaram do evento de lançamento, na 71ª Assembléia Mundial da Saúde.