Cidades ganham mais enfoque com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, comemora ONU-Habitat

Com o mundo cada vez mais urbanizado, o secretário-geral da ONU lembrou que as cidades terão que vencer o desafio de continuar crescendo sem esgotar os recursos naturais ou aumentar as lacunas já existentes na sociedade.

Cidades sustentáveis requerem um melhor planejamento, com equilíbrio entre espaços construídos e verdes. Na foto, a rua Gonçalo de Carvalho, em Porto Alegre, considerada a "rua mais bonita do mundo". Foto: Wikicommons/Amigos da Rua Gonçalo de Carvalho (CC)

Cidades sustentáveis requerem um melhor planejamento, com equilíbrio entre espaços construídos e verdes. Na foto, a rua Gonçalo de Carvalho, em Porto Alegre, considerada a “rua mais bonita do mundo”. Foto: Wikicommons/Amigos da Rua Gonçalo de Carvalho (CC)

Entre os 17 novos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), aprovados em setembro por líderes mundiais, um deles é dedicado integralmente a questões urbanas. O Objetivo 11 propõe “tornar as cidades e os assentamentos humanos inclusivos, seguros, resilientes e sustentáveis”, uma visão que se encontra no cerne do mandato do Programa da ONU para Assentamentos Humanos (ONU-Habitat).

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, as cidades terão que vencer o desafio de continuar crescendo sem esgotar os recursos naturais ou aumentar as lacunas já existentes na sociedade. “O futuro que queremos inclui cidades com oportunidades para todos, com acesso aos serviços básicos, energia, moradia, transporte, entre outros”, disse.

Atualmente mais da metade da população mundial vive em zonas urbanas, com previsão de alcançar 70% da população mundial em 2050. A maior parte desse crescimento acontecerá em países em desenvolvimento. Hoje, as cidades servem como uma oportunidade de geração de empregos, responsável por 80% do PIB mundial.

O diretor do ONU-Habitat, Joan Clos, afirmou que com a rápida urbanização do mundo, as cidades têm o potencial de transformar-se em motores da economia e igualdade social. No entanto, para isso, é necessário pôr em prática um bom planejamento, legislações apropriadas e financiamento adequado. “O problema que enfrentamos atualmente é que a maioria dessa nova urbanização é espontânea e não foi planejada. Portanto, em lugar de dar resultados positivos, muitas vezes se produzem aspectos negativos, como o trânsito, a expansão e a segregação”, adicionou.