Cidades arcam com o maior peso da crise de COVID-19; ONU faz recomendações para áreas urbanas

As Nações Unidas lançaram nessa terça-feira (28) um relatório sobre a crise de COVID-19 com foco nas áreas urbanas, responsáveis por 90% dos casos notificados.

Segundo o secretário-geral da organização, António Guterres, as cidades carregam o maior peso da crise, com sistemas de saúde sob pressão, serviços inadequados de água e saneamento e outros desafios. O quadro é pior nas áreas mais pobres, onde a pandemia expôs desigualdades “profundamente enraizadas”, disse Guterres.

“Mas as cidades são também lugares de solidariedade e resiliência extraordinárias. Desconhecidos que se ajudam uns aos outros, ruas aplaudindo trabalhadores essenciais, comércios locais doando produtos que salvam vidas. Temos visto o melhor do espírito humano nessas ações.”

Acesse o vídeo e o relatório aqui.

As Nações Unidas lançaram nessa terça-feira (28) um relatório sobre a crise de COVID-19 com foco nas áreas urbanas, responsáveis por 90% dos casos notificados.

Segundo o secretário-geral da organização, António Guterres, as cidades carregam o maior peso da crise, com sistemas de saúde sob pressão, serviços inadequados de água e saneamento e outros desafios. O quadro é pior nas áreas mais pobres, onde a pandemia expôs desigualdades “profundamente enraizadas”, disse Guterres.

“Mas as cidades são também lugares de solidariedade e resiliência extraordinárias. Desconhecidos que se ajudam uns aos outros, ruas aplaudindo trabalhadores essenciais, comércios locais doando produtos que salvam vidas. Temos visto o melhor do espírito humano nessas ações”, disse.

O relatório – denominado “Documento de Políticas sobre a COVID-19 no Mundo Urbano” – traz três recomendações principais. Acesse o relatório clicando aqui.

Na publicação, a ONU pede a garantia de que todas as fases da resposta à pandemia enfrentem as desigualdades e os déficits de desenvolvimento em longo prazo e protejam a coesão social.

“Devemos dar prioridade aos mais vulneráveis nas nossas cidades, incluindo a garantia de um abrigo seguro para todos e de habitações de emergência para quem não tem casa”, disse Guterres, pedindo ainda a garantia de acesso à água e ao saneamento.

Segundo as Nações Unidas, o estado inadequado dos serviços públicos em muitas cidades requer “atenção urgente”, particularmente em assentamentos informais. O documento aponta que quase um quarto da população urbana do mundo vive em favelas. O chefe da ONU elogiou os governos locais que tomaram medidas como a proibição de despejos durante a crise e a instalação de novas estações de água potável nas áreas mais vulneráveis.

A segunda recomendação principal da ONU pede o fortalecimento da capacidade de resposta dos governos locais.

“Isso requer uma ação decisiva, e uma cooperação mais profunda entre as autoridades locais e nacionais. Pacotes de estímulo e outras formas de assistência devem apoiar respostas personalizadas e aumentar a capacidade do governo local”, disse António Guterres.

A terceira recomendação do documento pede uma recuperação econômica “verde, resiliente e inclusiva”. O secretário-geral da ONU lembrou que muitas cidades criaram ciclovias e zonas para pedestres, recuperando espaços públicos e melhorando a mobilidade, a segurança e a qualidade do ar.

“Ao focarem numa alta transformação ecológica e na criação de empregos, os pacotes de estímulo podem direcionar o crescimento para um caminho resiliente e com baixo carbono e fazer avançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável”, acrescentou.

A rápida adoção do trabalho a distância, disse Guterres, mostra como as sociedades podem se transformar “visivelmente” da noite para o dia para enfrentar ameaças urgentes.

“Devemos agir com a mesma urgência e resolução para transformar as cidades e enfrentar as crises climáticas e de poluição. Agora é hora de repensar e remodelar o mundo urbano. Agora é o momento de adaptar à realidade desta e de futuras pandemias. E agora é a nossa oportunidade de recuperar melhor, construindo cidades mais resilientes, inclusivas e sustentáveis”, concluiu António Guterres.