Cidade do norte do Maranhão realiza primeira Semana do Bebê Quilombola do País

Cerca de 70% da população de Bequimão é negra. “São pessoas que carregam consigo uma história de muita luta e de contribuição pelo nosso município. Mas nem sempre essa população recebeu o devido valor”, disse o prefeito.

município possui quase 13.500 habitantes negros. Foto: divulgação

município possui quase 13.500 habitantes negros. Foto: divulgação

A cidade de Bequimão, no litoral norte do Maranhão, é o primeiro município brasileiro a instituir a Semana do Bebê Quilombola. Entre 25 a 30 de novembro, estão sendo implementadas várias ações que discutem e buscam meios de garantir todos os direitos de crianças de até 6 anos de idade nascidas em comunidades remanescentes de quilombos.

Durante a assinatura simbólica da lei que instituiu a Semana, na segunda-feira (25), o prefeito Antônio José Martins lembrou que o município possui quase 13.500 habitantes negros, o que representa cerca de 70% da população local. “São pessoas que carregam consigo uma história de muita luta e de contribuição pelo nosso município. Mas nem sempre essa população recebeu o devido valor”, disse o gestor.

A 1ª Semana do Bebê Quilombola é resultado da parceria entre o Governo do Maranhão, por meio da Secretaria Estadual Extraordinária da Igualdade Racial, da Prefeitura de Bequimão, do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), Fundação Josué Montello, Pampers e RGE. Cada uma das dez comunidades envolvidas também participou do planejamento das ações.

O UNICEF já apoia prefeituras que se propõem a realizar a Semana do Bebê, mas é a primeira vez que o evento é direcionado às crianças quilombolas. O oficial de programa do UNICEF Antônio Carlos Cabral lembrou que ainda há um índice elevado de mortalidade entre crianças menores de um ano, mas que muitos casos podem ser evitados com vacinação ou pelo acompanhamento do pré-natal.

“Com esta semana, queremos incentivar o desenvolvimento integral desde a infância. Mais tarde, vamos olhar para os indicadores e ver o que está mudando na vida dessas crianças. Vamos perceber, então, que valeu a pena.”

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