‘Ciclo de violência sem sentido deve parar’, diz chefe humanitário da ONU sobre situação no Sudão do Sul

No país, que vivencia o conflito desde dezembro de 2013, “famílias têm sofrido terríveis atrocidades – incluindo assassinato, sequestro, e o recrutamento de crianças por grupos armados. Mulheres e meninas foram espancadas,  estupradas e incendiadas.”

Coordenador da Ajuda de Emergência das Nações Unidas, Stephen O'Brien (topo, centro), em visita ao Sudão do Sul, encontra-se com mulheres representantes do local 3 de proteção dos civis local, na capital Juba. Foto: UNMISS / JC McIlwaine

Coordenador da Ajuda de Emergência das Nações Unidas, Stephen O’Brien (topo, centro), em visita ao Sudão do Sul, encontra-se com mulheres representantes do local 3 de proteção dos civis local, na capital Juba. Foto: UNMISS / JC McIlwaine

Em meio aos deslocamentos maciços e atrocidades, civis continuam suportando o peso do conflito brutal no Sudão do Sul, disse no sábado (25) o subsecretário-geral da ONU para a Coordenação de Assuntos Humanitários, Stephen O’Brien, exortando todas as partes, incluindo os líderes das facções em guerra, para “ouvir seu povo”, baixar suas armas e acabar com a crise humanitária.

O’Brien relatou um quadro sombrio na situação no Sudão do Sul, país que tem sido devastado pela instabilidade e conflito desde dezembro de 2013. “Famílias têm sofrido terríveis atrocidades – incluindo assassinato, sequestro, e o recrutamento de crianças por grupos armados. Mulheres e meninas foram espancadas, estupradas e incendiadas”. Comunidades inteiras perderam suas casas e seus meios de subsistência. Muitas pessoas estão morrendo de fome, vivendo em pântanos ou em arbustos, escondendo-se por medo de perder suas vidas.

O chefe humanitário da ONU exortou os líderes das facções em conflito a assumir a responsabilidade por suas próprias ações e por aqueles que agem em seu nome para “para parar este ciclo de violência sem sentido”.