Ciclo de violência no Sudão do Sul não beneficia ninguém, diz enviado da ONU

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A deterioração da segurança em áreas no Sudão do Sul e o aumento do deslocamento de civis podem agravar o sofrimento humanitário no país por meio de surtos de doenças como diarreia e até o cólera, alertou o enviado especial da ONU para a região, David Shearer.

Comboios da ONU ao longo da estrada entre Juba e Bor, no Sudão do Sul. Foto: UNMISS

Comboios da ONU ao longo da estrada entre Juba e Bor, no Sudão do Sul. Foto: UNMISS

A deterioração da segurança em áreas no Sudão do Sul e o aumento do deslocamento de civis podem agravar o sofrimento humanitário no país por meio de surtos de doenças como diarreia e até o cólera, alertou na quinta-feira (11) o enviado especial da ONU para a região, David Shearer.

De acordo com o Shearer, a situação na região de Bor-Pibor é especialmente preocupante, com os tremores de violentos confrontos entre jovens das comunidades de Dinka Bor e Murle.

“Estamos preocupados que esses confrontos possam desencadear conflitos mais generalizados entre essas duas comunidades. Essa é a razão pela qual estamos dando apoio aos esforços de paz no terreno”, disse o enviado especial, notando também o trabalho que está sendo feito com o governo para avaliar a situação.

“O importante é diminuirmos as tensões e proporcionarmos uma oportunidade para o diálogo. A luta só resultará em um maior ciclo de vingança, que não será benéfico para ninguém”, continuou.

Shearer, que é também chefe da Missão das Nações Unidas no Sudão do Sul (UNMISS), ainda chamou a atenção para os ataques contra soldados de paz e o pessoal humanitário, que restringiram severamente o espaço de operações humanitárias, e ressaltou a determinação da Missão de fazer todo o possível para garantir que a assistência chegue aos necessitados.

“Os ataques têm uma consequência direta nas atividades humanitárias e na assistência que pode ser prestada às pessoas que necessitam desesperadamente dela”, disse, chamando essa violência de “algo extraordinariamente egoísta”.

Ele ainda elogiou o trabalho de jornalistas no país e de agentes humanitários que, apesar dos desafios consideráveis, chegam a milhares de pessoas com a tão necessária assistência.

“Temos uma verdadeira dívida de gratidão com eles”, concluiu.


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