Ciclo de violência étnica no Sudão do Sul deve cessar, diz enviada da ONU

Hilde F. Johnson visita clínica temporária instalada pelas forças de paz e se pronuncia pelo fim dos conflitos na região.

Comandante da UNMISS (à esquerda) conversa em Pibor, no Sudão do Sul, com pessoas deslocadas pelos conflitos étnicos.O “ciclo de violência” entre grupos étnicos no Sudão do Sul, constante desde sua independência votada em referendo em julho do ano passado, precisa cessar, alertou ontem (08/01) Hilde F. Johnson, Representante Especial do Secretário-Geral e chefe da Missão das Nações Unidas (UNMISS) no país.

Johnson visitou a cidade de Pibor e a vila de Fartait em Jonglei, cenários de ataques de um amplo grupo de jovens armados provenientes da comunidade de Lou Nuer, anteriormente envolvidas em confrontos fatais com a comunidade de Murle em Jonglei. Acompanhada pelo general Moses Obi, comandante da UNMISS, e por diplomatas da França, Estados Unidos e Reino Unido, a representante visitou uma clínica temporária instalada pelas forças de paz para atender civis feridos nos confrontos.

Lideradas pela UNMISS, as agências iniciaram a operação de ajuda humanitária para levar suprimentos aos 60 mil necessitados na região, começando pela distribuição de comida que já se iniciou em Pibor e que deve se expandir para outras áreas. A representante do Secretário-Geral ressaltou a importância de garantir a segurança das pessoas que, segundo ela, “já sofreram o suficiente”. Johnson comemorou a ação do governo sudanês de deslocar forças de segurança adicionais para a região entre as duas comunidades.

Ela também clamou pela participação de líderes religiosos, de grupos da sociedade civil, do Governo e das próprias comunidades para a mudança do cenário de insegurança.