China: especialistas da ONU condenam prisão de advogado de direitos humanos

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Um grupo de especialistas em direitos humanos das Nações Unidas pediu ao governo da China para libertar incondicionalmente Jiang Tianyong, advogado de direitos humanos sentenciado a dois anos de prisão após ser considerado culpado de incitar a “subversão” do poder do Estado.

Câmara do Conselho de Direitos Humanos em Genebra. Foto: ONU/Elma Okic

Câmara do Conselho de Direitos Humanos em Genebra. Foto: ONU/Elma Okic

Um grupo de especialistas em direitos humanos das Nações Unidas pediu ao governo da China para libertar incondicionalmente Jiang Tianyong, advogado de direitos humanos sentenciado a dois anos de prisão após ser considerado culpado de incitar a “subversão” do poder do Estado.

“O julgamento de Jiang ficou claramente aquém dos padrões internacionais e sua sentença representa uma punição injusta e arbitrária de um advogado e defensor dos direitos humanos, cujo único crime era exercer seus direitos à liberdade de expressão e defender os direitos humanos”, disseram os especialistas.

“Os procedimentos judiciais internos devem estar em conformidade com as obrigações internacionais de direitos humanos da China”, acrescentaram. “Condenamos o veredicto e exortamos o governo chinês a libertar o Sr. Jiang imediatamente e incondicionalmente.”

Jiang, cuja esposa e filha estão no exílio nos Estados Unidos, foi um defensor de seus colegas advogados de direitos humanos que foram presos em uma prisão sem precedentes em julho de 2015. Ele desapareceu em 21 de novembro de 2016 e detido em local desconhecido por mais de nove meses.

O relator especial da ONU sobre pobreza extrema e direitos humanos, Philip Alston, que se encontrou com Jiang durante sua visita à China em agosto do ano passado, expressou sua preocupação pelo fato de seu desaparecimento forçado ter ocorrido, pelo menos em parte, em represália pela sua cooperação com a ONU durante sua visita à China.


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