Chernobyl 33 anos depois: áreas afetadas por desastre renascem

Mais de três décadas após a devastadora explosão da usina nuclear ucraniana de Chernobyl, em 1986, partes das regiões vizinhas de Belarus voltaram à vida. A maior delas, Homiel, se tornou um grande destino para investidores nacionais e internacionais.

Sessenta por cento da produção de Homiel – carnes, laticínios e artesanatos – são exportados para regiões e países vizinhos. A região de Homiel atraiu 17,7 bilhões de dólares em investimentos internos e estrangeiros entre 2011 e 2017, representando pouco mais de 15% dos investimentos diretos totais do país durante o período.

Trabalho de restauração realizado em área afetada pelo desastre de Chernobyl, 33 anos depois. Foto: PNUD Belarus/Siarhei Hapon

Trabalho de restauração realizado em área afetada pelo desastre de Chernobyl, 33 anos depois. Foto: PNUD Belarus/Siarhei Hapon

Mais de três décadas após a devastadora explosão da usina nuclear ucraniana de Chernobyl, em 1986, partes das regiões vizinhas de Belarus voltaram à vida. A maior delas, Homiel, se tornou um grande destino para investidores nacionais e internacionais.

Sessenta por cento da produção de Homiel – carnes, laticínios e artesanatos – são exportados para regiões e países vizinhos. A região de Homiel atraiu 17,7 bilhões de dólares em investimentos internos e estrangeiros entre 2011 e 2017, representando pouco mais de 15% dos investimentos diretos totais do país durante o período.

Uma cerimônia marcando o Dia Internacional de Lembrança do Desastre de Chernobyl, lembrado em 26 de abril, foi realizada na sede da ONU, em Nova Iorque.

Embora o governo soviético só tenha reconhecido a necessidade de ajuda internacional para mitigar o desastre em 1990, a Assembleia Geral das Nações Unidas adotou uma resolução no mesmo ano pedindo maior cooperação internacional.

Um Fundo Fiduciário para Chernobyl, agora gerido pelo Escritório das Nações Unidas de Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), foi criado pela ONU em 1991.

O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) se envolveu mais em 2002, quando a ONU anunciou um novo foco em desenvolvimento em longo prazo. A agência e seus escritórios nos três países afetados – Ucrânia, Belarus e Rússia – tomaram a liderança nesta questão desde então.

“Nos 33 anos deste aquela noite trágica, houve um novo pensamento sobre a maneira como populações locais no sudeste de Belarus lidaram com elas mesmas”, disse Zachary Taylor, vice-representante do PNUD no país. “O estigma ainda é extenso, mas a restauração econômica é visível. Esta é uma região fértil e produtiva e seu povo é aberto, resiliente e repleto de recursos.”

Cerca de 37 mil pequenos e médios negócios agora operam em áreas afetadas diretamente pelo desastre. Em 2002, eram apenas 2.375.

“Mas não vamos descansar em meio a este sucesso. Há muito mais que ainda precisa ser feito para levar a área de volta a seu potencial pleno. Precisamos manter investimentos em treinamentos, segurança, planos de desenvolvimento em longo prazo, novas tecnologias, incluindo turismo e agricultura orgânica. Esta é uma área que foi deixada para trás por muito tempo. Vamos dobrar nossos esforços para garantir que ela acompanhe o ritmo”, disse Taylor.

Cerca de 470 pequenas cidades e vilarejos foram destruídos apenas em Belarus pelo desastre e 138 mil pessoas foram tiradas de suas casas.

O desastre ainda representa um grande fardo econômico. No ano passado, de 5 a 7% do orçamento nacional da Ucrânia ainda foi dedicado para atividades de recuperação ligadas a Chernobyl. Em Belarus, a perda econômica geral é estimada em 235 bilhões de dólares. Estima-se que 13,7 bilhões de dólares foram perdidos em lucros e oportunidades de investimentos.

O PNUD tem trabalhado com os demais organismos do Sistema ONU e com parceiros internacionais para ajudar áreas afetadas pelo desastre de Chernobyl em Belarus e na Ucrânia.

Esta ajuda vai de recuperação e apoio humanitário à criação de novos empregos, fortalecimento de serviços sociais e aumento de oportunidades de investimentos.


Comente

comentários