Chefe humanitária da ONU pede ao Conselho de Segurança para salvar a Síria da desesperança

Refugiado sírio com o seu bebê em campo de refugiados no Iraque. Foto: ACNUR/N. Colt

O Conselho de Segurança deve deixar de lado suas diferenças políticas e se unir para encontrar uma solução para o “intratável” conflito sírio, declarou a máxima representante humanitária das Nações Unidas nesta quinta-feira (28), alertando o corpo de 15 membros que a situação no país é “extremamente grave e se deteriora a cada dia”.

“Nas últimas semanas, temos visto atos cada vez mais hediondos”, disse coordenadora da Ajuda de Emergência da ONU, Valerie Amos. “Homens inocentes, mulheres e crianças mortas; mutilados; deslocadas; e submetidos a uma selvageria que nenhum ser humano deve ter de suportar”.

A furiosa violência de militantes alinhados com o Estado Islâmico do Iraque e do Levante (ISIL) continua a causar devastação generalizada, acrescentou. A tomada recente de Palmira pelo ISIL resultou na matança indiscriminada de civis e novas profundezas da depravação, incluindo “mutilações, estupros e destruição”.

Ela instou o Conselho “a demonstrar sua liderança e defender a sua responsabilidade”, através de medidas específicas, incluindo assegurar a proteção dos civis; garantir que as partes em conflito respeitem as suas obrigações legais internacionais; pôr fim ao cerco de mais de 400 mil pessoas; e intensificar o apoio financeiro para os esforços humanitários.

No total, cerca de 12,2 milhões de pessoas, incluindo 5,6 milhões de crianças, precisam de assistência humanitária em toda a Síria, segundo a ONU. E por estimativas conservadoras, mais de 220 mil sírios morreram no conflito, mas esse número é provavelmente muito maior.