Chefe humanitária da ONU na Líbia manifesta preocupação com mortes de civis

O agravamento dos confrontos na cidade rica em petróleo de Derna, na Líbia, está se tornando uma fonte crescente de preocupação, afirmou na sexta-feira (11) a coordenadora humanitária das Nações Unidas para o país, após a intensificação das hostilidades terem resultado na mortes de civis.

Combatentes do grupo terrorista Estado Islâmico tomaram Derna em 2014, após uma sequência de batalhas pelo controle da cidade, envolvendo o Exército nacional da Líbia, milícias locais e o Conselho da Shura dos Mujahidins, uma coalizão de militantes islâmicos que defende a aplicação da sharia (lei islâmica).

Equipes de emergência respondem a ataque contra Ministério das Relações Exteriores da Líbia em Trípoli. Foto: UNSMIL

Equipes de emergência respondem a ataque contra Ministério das Relações Exteriores da Líbia em Trípoli. Foto: UNSMIL

O agravamento dos confrontos na cidade rica em petróleo de Derna, na Líbia, está se tornando uma fonte crescente de preocupação, afirmou na sexta-feira (11) a coordenadora humanitária das Nações Unidas para o país, após a intensificação das hostilidades terem resultado na mortes de civis.

“Estou profundamente preocupada com o agravamento de hostilidades na cidade oriental de Derna e com a consequente deterioração da situação humanitária em partes da cidade”, disse Maria Ribeiro.

Combatentes do grupo terrorista Estado Islâmico tomaram Derna em 2014, após uma sequência de batalhas pelo controle da cidade, envolvendo o Exército nacional da Líbia, milícias locais e o Conselho da Shura dos Mujahidins, uma coalizão de militantes islâmicos que defende a aplicação da sharia (lei islâmica).

Além do número significativo de mortes de civis, Ribeiro afirmou que, segundo relatos, intensos confrontos recentes resultaram na deterioração de infraestruturas e serviços, deixando alguns civis sem alimentos básicos, água ou assistência médica.

“Peço firmemente acesso humanitário incondicional, desimpedido e contínuo aos civis afetados na antiga cidade”, destacou, pedindo para todas as partes do conflito respeitarem e protegerem civis e instalações civis, e para “aderirem estritamente às obrigações sob a lei humanitária internacional e a lei de direitos humanos”.

Desde que conflitos armados eclodiram na Líbia, em 2011, durante a queda de Muammar Gaddafi, cerca de 200 mil pessoas foram deslocadas internamente.

Em dezembro, um hospital em Benghazi, segunda maior cidade do país, foi atingido. Antes disso, relatos da mídia afirmavam que o Estado Islâmico havia reivindicado responsabilidade pelo ataque ao Ministério das Relações Exteriores na capital, Trípoli.

Em novembro, confrontos entre milícias armadas danificaram um hospital de Trípoli para mulheres e recém-nascidos, resultando em uma pausa de três dias para serviços médicos não emergenciais. Um médico do hospital foi baleado.

Enquanto isso, migrantes e refugiados são sujeitos a “horrores inimagináveis” a partir do momento em que entram na Líbia, no que o chefe da missão política das Nações Unidas na Líbia, Ghassan Salamé, descreveu ao Conselho de Segurança no mês passado como uma “calamidade humana escondida”.


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