Chefe do ACNUR faz apelo por segurança de estrangeiros na Líbia

De acordo com António Guterres, africanos estão vulneráveis a atos de vingança. “É crucial que o direito humanitário prevaleça durante esses momentos de instabilidade.”

O Alto Comissário das Nações Unidas para Refugiados, António Guterres, fez nesta segunda-feira (22/08) um apelo a todos os lados do conflito na Líbia para que seja garantida a segurança de milhares de estrangeiros que permanecem na capital sitiada, Trípoli, e em outras áreas do país.

“Milhares de cidadãos de outros países que vivem na Líbia estão sentindo medo e incerteza neste momento”, disse Guterres. “Temos visto em fases anteriores dessa crise que essas pessoas, especialmente os africanos, podem ser particularmente vulneráveis à hostilidade ou atos de vingança. É crucial que o direito humanitário prevaleça durante esses momentos de instabilidade, e que estrangeiros – inclusive refugiados e trabalhadores imigrantes – estejam total e devidamente protegidos de danos”, ressaltou o Alto Comissário da ONU para Refugiados.

Centenas de milhares de trabalhadores migrantes e pessoas em necessidades de proteção internacional fugiram da Líbia para países vizinhos ao longo da crise no país. No entanto, acredita-se que outras dezenas de milhares ainda permaneçam em Trípoli e outras áreas.

Pessoas da África Subsaariana, em especial, têm sido perseguidas ou atacadas por causa de rumores de que muitos deles seriam mercenários contratados para lutar na guerra, que eclodiu em fevereiro. Muitos arriscaram suas vidas para escapar da Líbia por mar, numa tentativa de chegar à Europa.

O Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) está presente em Trípoli e no leste do país. As equipes do ACNUR também etão trabalhando nas fronteiras tunisiana e egípcia.