Chefe de missão da ONU abre diálogo de paz entre líderes da Líbia e ativistas

Na Argélia, Bernardino León diz que alcançar o acordo de paz será desafiador e exigirá determinação e generosidade das partes envolvidas

Chefe da UNSMIL, Bernardino León (à direita), abre a última rodada de conversas entre líderes políticos e ativistas líbios, na Argélia. Foto: UNSMIL

Chefe da UNSMIL, Bernardino León (à direita), abre a última rodada de conversas entre líderes políticos e ativistas líbios, na Argélia. Foto: UNSMIL

As partes interessadas da Líbia devem dar uma chance ao processo de paz e buscar uma solução política para acabarem com o conflito em curso no país, declarou nesta segunda-feira (13) o chefe de Missão de Apoio das Nações Unidas na Líbia (UNSMIL), abrindo a última rodada de conversas entre líderes líbios e ativistas, na Argélia.

“Nós estamos aqui hoje para mandar uma forte mensagem que nenhum líbio deve ser morto. Nenhum líbio deve perder sua vida”, disse Bernardino León. “Tem que haver possibilidades para todos os líbios viverem juntos”. Falando aos presentes no encontro desta segunda-feira (13), León admitiu que alcançar um acordo viria a ser “muito desafiador” e exige “generosidade e determinação” em nome dos participantes, a plena aceitação de pontos de vista divergentes permanece “a essência da democracia” e a chave para o futuro da Líbia.

“Apenas aqueles que são contra a democracia, que são extremistas, estão se excluindo”, acrescentou León. “Vamos todos abrir mão de alguma coisa para alcançar o acordo.”

O encontro dá sequência a um anterior que aconteceu em março, onde os participantes expressaram forte apoio ao diálogo como aforma de resolver a crise na Líbia. Sessões passadas trouxeram representantes de municípios líbios e conselhos locais, em Genebra, em janeiro, e Bruxelas, mês passado. As negociações visam a incluir amplos segmentos da sociedade líbia no processo de paz.

Um encontro reunindo personalidades tribais ocorrerá em uma data posterior, no Egito. León também aproveitou para expressar sua solidariedade à Coreia do Sul e ao Marrocos pela série de ataques contra as embaixadas dos dois países em Trípoli, capital da Líbia, no fim de semana, que resultou em pelo menos duas mortes. Segundo a imprensa, os ataques são alegadamente vinculados a militantes ligados ao Estado Islâmico do Iraque e do Levante (ISIL).