Chefe de direitos humanos da ONU pede que autoridades quenianas evitem uso da violência

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Pedindo que as autoridades quenianas evitem o uso da violência, o alto-comissário da ONU para os direitos humanos solicitou que o governo anuncie imediatamente que irá cooperar e garantir responsabilização diante das denúncias de abusos cometidos pelas forças de segurança que deixaram diversos mortos e feridos, incluindo crianças.

“O Quênia está em um momento crítico”, disse Zeid. “Os líderes políticos devem fazer seu melhor esforço para acalmar o volátil clima político. Caso haja denúncias sobre a condução das eleições, estas devem ser feitas pelos meios legais constitucionais”.

Centro de Nairóbi, no Quênia. Foto: ONU-HABITAT

Centro de Nairóbi, no Quênia. Foto: ONU-HABITAT

Pedindo que as autoridades quenianas evitem o uso da violência, o alto-comissário da ONU para os direitos humanos, Zeid Al Hussein, solicitou nesta terça-feira (15) que o governo anuncie imediatamente que irá cooperar e garantir a responsabilização diante das denúncias de abusos cometidos pelas forças de segurança que deixaram mortos e feridos, incluindo crianças.

“O Quênia está em um momento crítico”, disse Zeid. “Os líderes políticos devem fazer seu melhor esforço para acalmar o volátil clima político. Caso haja denúncias sobre a condução das eleições, estas devem ser feitas pelos meios legais constitucionais”.

O chefe de direitos humanos lembrou que a população tem o direito de se reunir e protestar pacificamente, e que as autoridades têm a responsabilidade de assegurar esse direito.

“O governo também tem a responsabilidade de assegurar que as forças de segurança priorizem o diálogo, os meios não violentos e a moderação no exercício da força, usando força proporcional somente em casos inevitáveis”, disse Zeid.

O alto-comissário condenou o uso da violência por parte dos manifestantes, mas também ressaltou que os líderes políticos devem enviar mensagens claras de pedido de conduta pacífica aos seus apoiadores.

“Todo ato de violência, incluindo alegações sérias de uso excessivo da força por parte de forças de segurança, devem ser investigadas rápida e independentemente”, acrescentou Zeid.

Como parte desses esforços, o alto-comissário solicitou ao governo queniano um anúncio imediato de que irá cooperar de forma plena e inequívoca com a Autoridade de Supervisão Policial Independente do país, e com quaisquer esforços futuros para assegurar a responsabilização por eventuais crimes.

Informações divulgadas pela imprensa dão conta de que forças de segurança quenianas fizeram uso de munição letal contra manifestantes, enquanto há relatos de que a brutalidade policial deixou diversos mortos e feridos, incluindo crianças.

As manifestações eclodiram após o anúncio feito na semana passada (11) pela Comissão Eleitoral Independente (IEBC) da eleição de Uhuru Kenyatta como novo presidente do país.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, havia ressaltado esta semana a importância do diálogo para evitar o conflito no país.

Guterres disse que a ONU está colaborando de maneira próxima com a União Africana e com outros parceiros multilaterais e bilaterais, e que está plenamente
comprometida a dar o suporte necessário às lideranças políticas quenianas e a todos os atores envolvidos para concluir o processo eleitoral de maneira positiva.


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