Chefe de direitos humanos da ONU pede mais oportunidades profissionais para pessoas com deficiência

Alta Comissária avalia que falta de acesso a educação e a treinamento técnico estão entre obstáculos a serem superados e afirma que direito ao trabalho é inseparável da dignidade humana.

Trabalhadores com deficiência em uma fábrica de giz em Accra, Gana Foto: Irin/Evans Mensah

A Chefe de Direitos Humanos da ONU, Navi Pillay, pediu na quarta-feira (6) que pessoas com deficiência tenham mais oportunidades no mercado de trabalho e a remoção dos obstáculos que as impedem de concorrer em pé de igualdade – como a falta de acesso à educação e a treinamento técnico.

“O direito ao trabalho é um direito humano fundamental que é inseparável da dignidade humana”, afirmou Pillay em sessão do Conselho de Direitos Humanos sobre pessoas com deficiência, em Genebra, na Suíça. “Não só fornece aos indivíduos os meios para ganhar a vida e sustentar suas famílias; na medida em que o trabalho é livremente escolhido ou aceito, contribui para o seu desenvolvimento e reconhecimento dentro de suas comunidades.”

A Alta Comissária lembrou que muitos ambientes profissionais continuam inacessíveis às pessoas com deficiência, seja pelo acesso físico ou por atitudes contrárias à igualdade de participação. Além disso, há uma ausência de envolvimento de pessoas com deficiência no desenvolvimento de legislações relacionadas a seus empregos e formação, assim como.

Pillay observou que quando a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência foi aprovada, em 2006, encarnou uma “mudança importante” na forma como a comunidade global via as pessoas com deficiência. O Brasil ratificou tanto o documento principal quanto seu Protocolo Facultativo em 2008.

Cerca de 10% da população mundial, aproximadamente 650 milhões de pessoas, vivem com alguma deficiência. São a maior minoria do mundo, sendo que cerca de 80% dessas pessoas vivem em países em desenvolvimento.