Chefe de direitos humanos da ONU pede investigação de violência na Catalunha

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O alto-comissário da ONU para os direitos humanos, Zeid Ra’ad Al Hussein, disse em comunicado divulgado nesta segunda-feira (2) estar “muito perturbado” com a violência policial na região da Catalunha no domingo (1).

“Com centenas de pessoas feridas, peço que as autoridades espanholas garantam investigações completas, independentes e imparciais sobre todos os atos de violência. A resposta da polícia precisa ser sempre proporcional e necessária”, declarou.

Manifestações em Barcelona em meados de setembro (20) após prisão de autoridades durante operações policiais contra o referendo. Foto: Toshiko Sakurai/Flickr (CC)

Manifestações em Barcelona em meados de setembro (20) após prisão de autoridades durante operações policiais contra o referendo. Foto: Toshiko Sakurai/Flickr (CC)

O alto-comissário da ONU para os direitos humanos, Zeid Ra’ad Al Hussein, disse em comunicado divulgado nesta segunda-feira (2) estar “muito perturbado” com a violência policial na região da Catalunha no domingo (1).

“Com centenas de pessoas feridas, peço que as autoridades espanholas garantam investigações completas, independentes e imparciais sobre todos os atos de violência. A resposta da polícia precisa ser sempre proporcional e necessária”, declarou.

Zeid disse acreditar que a atual situação precisa ser resolvida por meio do diálogo político, com total respeito às liberdades democráticas. “Peço que o governo espanhol aceite sem atrasos os pedidos de visita ao país feitos por especialistas de direitos humanos da ONU”, disse.

Na quinta-feira (28), especialistas em direitos humanos da ONU já haviam pedido que as autoridades espanholas garantissem que as medidas tomadas diante do referendo catalão não interferissem nos direitos fundamentais de liberdade de expressão, reunião, associação e participação pública da população.

“Independentemente da legalidade do referendo, as autoridades espanholas têm a responsabilidade de respeitar os direitos essenciais para as sociedades democráticas”, disseram os especialistas na ocasião.

O governo catalão realizou no domingo um referendo cujo resultado foi de amplo apoio à independência da região autônoma. Entretanto, a Corte Constitucional da Espanha já havia decidido em 6 de setembro que o referendo era inconstitucional.


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