Chefe de Direitos Humanos da ONU condena mutilação e assassinato de bebê albino na Tanzânia

O ataque a albinos na Tanzânia já tirou a vida de mais de 75 pessoas desde o ano 2000. Seus corpos são mutilados e usados em rituais.

O chefe de Direitos Humanos da ONU pediu o fim do ataque a pessoas com albinismo. Foto: IRIN/Helen Blakesley

O chefe de Direitos Humanos da ONU pediu o fim do ataque a pessoas com albinismo. Foto: IRIN/Helen Blakesley

O alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Zeid Ra’ad Al Hussein, condenou, nesta quinta-feira (19), o último ataque a pessoas com albinismo na Tanzânia. O incidente causou a morte e mutilação de um bebê albino e levou o representante da ONU a pedir o fim desses “terríveis” crimes.

“Ataques contra pessoas com albinismo, que são quase sempre motivados pela utilização de partes de seus corpos para rituais, já custaram a vida de 75 pessoas na Tanzânia desde 2000 e parecem estar aumentado, com ao menos três incidentes nos últimos dois meses”, disse o chefe do Escritório para os Direitos Humanos da ONU (ACNUDH).

No último domingo (15), Yohana Bahati, um menino de apenas um ano, foi sequestrado de sua casa no norte da Tanzânia por cinco homens não identificados e armados com machetes. Durante o sequestro, sua mãe ficou ferida e posteriormente o corpo do bebê foi achado morto, com os braços e pernas mutilados.

“A violência e discriminação contra as pessoas com albinismo devem parar”, disse Zeid. “Peço às autoridades da Tanzânia para conduzir investigações rapidamente e para encontrar os autores desse crime terrível e fortalecer as medidas de proteção para as pessoas com albinismo, principalmente com a aproximação das eleições gerais no país.”