Chefe de agência de migração da ONU visita nordeste da Nigéria; novo fundo aloca US$ 10,5 milhões

AUMENTAR LETRA DIMINUIR LETRA

As Nações Unidas intensificaram seus esforços para enfrentar a crise humanitária no nordeste da Nigéria, por meio da visita do diretor-geral da Organização Internacional para as Migrações (OIM) e da alocação de 10,5 milhões de dólares de um novo fundo.

Diretor-geral da OIM, William Swing, reuniu-se por três dias com deslocados internos em campos e comunidades das áreas mais atingidas pelo conflito no estado de Borno. Foto: OIM/Julia Burpee

Diretor-geral da OIM, William Swing, reuniu-se por três dias com deslocados internos em campos e comunidades das áreas mais atingidas pelo conflito no estado de Borno. Foto: OIM/Julia Burpee

As Nações Unidas intensificaram seus esforços para enfrentar a crise humanitária no nordeste da Nigéria, por meio da visita do diretor-geral da Organização Internacional para as Migrações (OIM) e da alocação de 10,5 milhões de dólares de um novo fundo.

De acordo com a OIM, quase 2 milhões de pessoas fugiram de suas casas para escapar da violência do Boko Haram no nordeste da Nigéria. Mais da metade dos deslocados são crianças, ou cerca de 133 mil.

“Vimos o sofrimento das pessoas. Vimos sua resiliência. Sua coragem. Sua paciência”, disse o diretor-geral da OIM, William Swing, durante sua visita à área, ocorrida de 28 a 30 de julho.

A resposta de emergência da OIM é baseada em Maiduguri, capital de Borno e local de nascimento do Boko Haram. Swing visitou Maiduguri e outras cidades importantes que foram devastadas pelos conflitos, além do primeiro campo para os deslocados internos da região.

O diretor da OIM se encontrou com o vice-governador do estado de Borno e discutiu o foco crescente da agência em intervenções de capacitação para nigerianos deslocados, como trabalho de costura, tricô e barbeiro.

A OIM criou abrigos de lona para quase 11 mil famílias, cerca de 102 mil pessoas no estado de Borno. Algumas centenas de outras famílias receberam kits de abrigo para expandir ou reparar seus espaços em Adamawa, outro estado devastado pelo conflito.

Swing também se encontrou com o ministro das Relações Exteriores da Nigéria, Geoffrey Onyeama, para discutir formas de prevenir a migração irregular. De acordo com a OIM, cerca de 37 mil nigerianos chegaram à Itália pelo mar no ano passado e mais de 9 mil neste ano. A maioria migra em busca de trabalho na Europa. Em 2017, mais de 2 mil migrantes morreram na precária rota do Mediterrâneo Central, que liga a Líbia à Itália.

A OIM abriu um escritório de informações no Níger no ano passado para tentar alcançar os migrantes que se deslocam da Nigéria para a Líbia e para o Mar Mediterrâneo e alertá-los sobre os perigos que enfrentam.

Em 2017, a OIM ajudou mais de 1,8 mil nigerianos a retornar para casa com segurança da Líbia através do programa de retorno voluntário e reintegração da agência.

Paralelamente, o Fundo Humanitário da Nigéria, administrado pelo Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), alocou 10,5 milhões de dólares para assistência aos mais vulneráveis, inclusive aqueles nas áreas de difícil alcance. A verba financiará cerca de 15 projetos, incluindo fornecimento de água potável, cofres de emergência e serviços de saúde.

Cerca de 8,5 milhões de pessoas precisam de ajuda humanitária nos três estados nigerianos mais afetados — Borno, Adamawa e Yobe; entre essas pessoas, 6,9 milhões são alvo de assistência humanitária.


Mais notícias de:

Comente

comentários