Chefe da UNESCO denuncia morte de jornalista no México e pede investigação urgente

De acordo com o relatório “Tendências Mundiais sobre Liberdade de Expressão e o Desenvolvimento de Mídia” da UNESCO, mais de 430 jornalistas foram mortos entre 2007 e 2012.

Foto: Jean-Marc Ferré

Foto: Jean-Marc Ferré

A diretora-geral da Organização da ONU para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), Irina Bokova, agência encarregada também de defender a liberdade de imprensa, denunciou nesta terça-feira (05) o assassinato do jornalista mexicano Nolberto Herrera Rodrìguez em sua cidade natal, Guadalupe, município de Zacatecas, no México. 

Segundo a organização não-governamental Repórteres Sem Fronteiras, Rodríguez foi apunhalado várias vezes e encontrado morto por sua família em 29 de julho. Ele estava trabalhando como operador de câmera, editor e repórter do Canal 9 na televisão mexicana e também em outras mídias.

“O crime hediondo que tirou a vida de Nolberto Herrera Rodrìguez priva os cidadãos de Zacatecas da voz de um profissional que cumpria seu dever de mantê-los informados”, disse Bokova, pedindo às autoridades mexicanas uma investigação plena do caso e o julgamento dos responsáveis.
 
De acordo com o relatório “Tendências Mundiais sobre a Liberdade de Expressão e o Desenvolvimento de Mídia” da UNESCO, mais de 430 jornalistas foram mortos entre 2007 e 2012.