Chefe da UNESCO condena assassinato de jornalista colombiano

Em um relatório lançado em março de 2014, a UNESCO alertou para o aumento da tendência de assassinatos de jornalistas em todo o mundo. Desde 2007 até 2012, 430 foram mortos no exercício de suas funções.

Homem pede fim do assassinato de jornalistas. Foto: UNESCO

Homem pede fim do assassinato de jornalistas. Foto: UNESCO

A chefe da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), agência com o mandato de defender a liberdade de imprensa, denunciou, nesta terça-feira (03), o assassinato do jornalista colombiano, Luis Carlos Peralta Cuéllar. Irina Bokova qualificou o crime como “hediondo” e pediu às autoridades do país que se esforcem ao máximo para encontrar e levar os autores desse crime à justiça.

“A liberdade de imprensa é um dos pilares da democracia e da boa governança”, disse a diretora-geral da UNESCO. “Jornalistas devem ser capazes de exercer sua profissão sem temer por suas vidas.”

Peralta Cuéllar era um dos proprietários e diretor da estação de rádio ‘Linda Stereo’ e cobria regularmente assuntos ligados à corrupção. O jornalista, de 63 anos, já tinha recebido várias ameaças e no último dia 14 de fevereiro foi assassinado perto de sua casa, em El Doncello, em Caquetá, no sul da Colômbia.

Em um relatório lançado em março de 2014, a UNESCO alertou para o aumento da tendência de assassinatos de jornalistas em todo o mundo. Desde 2007 até 2012, 430 foram mortos no exercício de suas funções.