Chefe da ONU pede suspensão dos conflitos em Trípoli, na Líbia

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Desde 26 de agosto, a capital da Líbia, Trípoli, é palco de uma nova escalada de violência, que deixou 50 civis mortos e cerca de 138 feridos, segundo a imprensa internacional. No último domingo (2), o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, apelou a todos os grupos envolvidos para que cessem imediatamente as hostilidades e garantam ajuda humanitária aos necessitados.

Menino segura a bandeira líbia. Foto: ONU

Menino segura a bandeira líbia. Foto: ONU

Desde 26 de agosto, a capital da Líbia, Trípoli, é palco de uma nova escalada de violência, que deixou pelo menos 50 civis mortos e mais de 138 feridos, segundo a imprensa internacional. No último domingo (2), o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, apelou a todos os grupos envolvidos para que cessem imediatamente as hostilidades e garantam ajuda humanitária aos necessitados.

Na cidade, rebeldes utilizaram armas e veículos de longo alcance, como foguetes e tanques, atingindo áreas residenciais densamente povoadas. De acordo com a Missão de Apoio das Nações Unidas à Líbia (UNSMIL), trabalhadores humanitários levaram tiros enquanto tentavam evacuar civis presos na região de Khilat al-Firjan. Segundo relatos, o grupo armado al-Kaniyat teria confiscado três ambulâncias de serviços de emergência.

“Famílias em Trípoli estão vivendo com medo por conta do bombardeio indiscriminado em seus bairros, sem saber quem está por trás desses ataques e de onde eles vêm”, afirmou a coordenadora humanitária da ONU na Líbia, Maria Ribeiro, destacando que algumas famílias fugiram de suas casas.

Em comunicado divulgado por seu porta-voz, o secretário-geral das Nações Unidas manifestou preocupação com os ataques que vitimaram civis, incluindo crianças. “O secretário-geral lembra a todas as partes que o uso indiscriminado da força é uma violação do direito humanitário internacional e dos direitos humanos”, afirmou a nota.

“[Guterres] pede para que todas as partes concedam ajuda humanitária aos necessitados, particularmente aqueles que estão encurralados por conta dos combates”, acrescenta o pronunciamento.

O chefe da ONU também pediu para que respeitem o acordo de cessar-fogo intermediado pela ONU e pelos Comitês de Reconciliação.

Também sobre a crise em Trípoli, o Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) expressou apreensão com o impacto do conflito sobre grupos em situação vulnerável, como migrantes e deslocados internos.

“Cerca de 8 mil migrantes detidos arbitrariamente estão presos em centros de detenção em regiões afetadas pelos confrontos, sem acesso a alimentos ou tratamento médico”, afirmou a porta-voz do organismo, Liz Throssell.

A representante explicou que mesmo os migrantes que foram libertados ainda não conseguiram acesso a segurança e serviços essenciais. Outros estrangeiros foram levados em cativeiro por grupos armados e se tornaram vítimas de trabalho forçado.

“Chamamos todas as partes do conflito a facilitar o acesso imediato, livre e seguro da ajuda humanitária e de profissionais humanitários a civis em necessidade. Pedimos com urgência que as partes em conflito respeitem e protejam equipes envolvidas com a emergência humanitária e que suspendam todos os ataques a unidades e veículos médicos”, completou a porta-voz do ACNUDH.


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