Chefe da ONU pede ‘solidariedade, compaixão e ação’ no Dia Mundial do Refugiado

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Com mais de 68 milhões de pessoas no mundo todo deslocadas devido a conflitos e perseguições — quase o equivalente à população da Tailândia — o chefe das Nações Unidas pediu unidade e solidariedade como um primeiro passo para apoiá-las.

O apelo do secretário-geral da ONU, António Guterres, foi feito em mensagem de vídeo para o Dia Mundial do Refugiado, lembrado anualmente em 20 de junho.

Mulheres e crianças aguardam ajuda em Cox's Bazar, Bangladesh, onde 1 milhão de refugiados rohingya vivem atualmente. Foto: OIM/Olivia Headon

Mulheres e crianças aguardam ajuda em Cox’s Bazar, Bangladesh, onde 1 milhão de refugiados rohingya vivem atualmente. Foto: OIM/Olivia Headon

Com mais de 68 milhões de pessoas no mundo todo deslocadas devido a conflitos e perseguições — quase o equivalente à população da Tailândia — o chefe das Nações Unidas pediu unidade e solidariedade como um primeiro passo para apoiá-las.

O apelo do secretário-geral da ONU, António Guterres, foi feito em mensagem de vídeo para o Dia Mundial do Refugiado, lembrado anualmente em 20 de junho.

Na mensagem, ele disse que uma pessoa se deslocou a cada dois segundos durante 2017.

“No Dia Mundial do Refugiado, todos nós precisamos pensar no que podemos fazer para ajudar”, disse. A resposta “começa com unidade e solidariedade”, acrescentou.

Guterres também manifestou profunda preocupação com o aumento do número de refugiados que não estão recebendo a proteção à qual têm direito. Ele lembrou que comunidades ou países que fornecem um porto seguro para aqueles que fogem de guerras e perseguições precisam ser apoiados.

Ainda este ano, um Pacto Global para Refugiados será apresentado à comunidade internacional durante reunião na sede da ONU, em Nova Iorque.

Guterres disse que o pacto oferece “um caminho adiante”, enquanto também reconhece as contribuições que os refugiados fazem para as sociedades que os acolhem.

“Enquanto houver guerras e perseguições, haverá refugiados. No Dia Mundial do Refugiado, peço que você lembre deles”, disse Guterres.

“A história dos refugiados é de resiliência, perseverança e coragem. A nossa precisa ser de solidariedade, compaixão e ação.”


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