Chefe da ONU pede que líderes africanos ampliem luta contra a malária

Durante evento em Bruxelas, Ban Ki-moon ressaltou a importância e os benefícios do combate à doença. Em 12 meses, programas de prevenção salvaram 3 milhões de vidas.

Funcionário dedetiza área contra vetores da malária. Foto: OMS/B. Chandra

Funcionário dedetiza área contra vetores da malária. Foto: OMS/B. Chandra

Nesta quinta-feira (3), em evento promovido pela União Africana em Bruxelas, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, encorajou os líderes africanos a oferecerem mais suporte financeiro aos programas de erradicação da malária.

“Desde que os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio [ODM] foram lançados”, disse Ban, “colhemos provas de que a luta contra a malária é um investimento que salva vidas e acelera o progresso econômico”.

Segundo o secretário-geral, em torno de 3,3 milhões de pessoas – 90% crianças – foram salvas nos últimos 12 meses graças a políticas de grande escala contra a doença.

À medida que o prazo para o cumprimento dos ODMs se aproxima – a data-limite é dia 31 de dezembro de 2015 –, Ban pediu às nações para que ampliassem seus investimentos no controle da doença. Até 2012, apenas metade dos 5 milhões de dólares exigidos pelo compromisso havia sido coletada.

A malária afeta principalmente as populações mais vulneráveis, como crianças e pessoas deslocadas. “80% dos refugiados que chegam a Camarões ”, alertou Ban, “estão infectados com malária e outras doenças. Mesmo nas partes da África onde os governos são fortes e as pessoas vivem em paz, centenas de milhares padecem de doenças facilmente evitáveis todos os anos.”