Chefe da ONU pede que Europa trabalhe unida para enfrentar desafio da migração

Cerca de 1.800 civis já se afogaram no Mediterrâneo este ano. Ban Ki-moon, saudou a nova política de migração da Comissão Europeia e a proposta para a reassentamento de 40 mil requerentes de asilo.

Barco que transportava os requerentes de asilo e migrantes no mar Mediterrâneo. Foto: ACNUR/L.Boldrini

Barco que transportava os requerentes de asilo e migrantes no mar Mediterrâneo. Foto: ACNUR/L.Boldrini

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, falou na última quarta-feira (27) ao Parlamento Europeu em Bruxelas, Bélgica, sobre o importante papel desempenhado pela União Europeia na promoção da agenda das Nações Unidas, em particular sobre as questões de paz, desenvolvimento e direitos humanos.

Ban sublinhou a importância de abordar o desafio das migrações no Mediterrâneo e no Sudeste da Ásia, no seu discurso perante o parlamento.

“Muitas mulheres, homens e crianças estão perdendo suas vidas em viagens perigosas de fuga”, disse ele. “Metade daqueles que cruzam o Mediterrâneo estão fugindo da guerra, da perseguição ou de abusos dos direitos humanos. Eles se qualificam para proteção internacional como refugiados”.

Cerca de 1.800 civis já se afogaram no Mediterrâneo este ano, disse Ban, um aumento de 20 vezes quando comparado a 2014, ressaltando a importância do papel da Europa. “Salvar vidas deve ser a principal prioridade”, Ban saudou a nova política de migração da Comissão Europeia e a proposta para o reassentamento de 40 mil requerentes de asilo, como “um passo na direção certa”.