Chefe da ONU pede operações de resgate eficientes após naufrágio de 700 migrantes

O incidente ocorre alguns dias após uma tragédia semelhante que tirou a vida de mais de 400 pessoas. Se o número de mortes se confirmar, mais de 1.600 pessoas terão morrido este ano ao tentar cruzar o Mediterrâneo para chegar à Europa.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, expressou neste domingo (19) seu choque e profunda tristeza com a notícia do mais recente naufrágio no mar Mediterrâneo, onde se teme a morte de cerca de 700 pessoas. Um evento tão catastrófico indica outra vez a necessidade de um mecanismo eficiente de salvamento dos migrantes que naufragam, destinado a evitar futuras tragédias.

De acordo com relatos iniciais, o barco virou pouco em águas líbias antes da meia-noite no dia 18 de abril, a cerca de 180 quilômetros ao sul da ilha italiana de Lampedusa. Neste momento, navios das marinhas italiana e maltesa se encontram na área para realizar operações de resgate. Apenas 50 dos 700 migrantes, que segundo relatos estariam a bordo, foram resgatados até agora.

Ban apelou à comunidade internacional para instituir uma resposta “abrangente e coletiva”, estendida para além das necessidades mais imediatas de melhoria das opções de salvamento no mar e acesso à proteção.

O incidente acontece alguns dias após uma tragédia marítima semelhante que levou à morte mais de 400 pessoas. Se o número de mortes se confirmar, mais de 1.600 pessoas terão morrido este ano ao tentar cruzar o Mediterrâneo para chegar à Europa.