Chefe da ONU pede investigação de ataque na Síria que deixou pelo menos 47 mortos

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O secretário-geral da ONU, António Guterres, expressou “profunda preocupação” com os ataques aéreos em Zardana, na província síria de Idlib, onde operações militares deixaram pelo menos 47 mortos, incluindo crianças, segundo a imprensa internacional. Investida ocorreu à noite entre os dias 7 e 8 de junho.

Destruição causada por ataques aéreos em Zardana, na província síria de Idlib. Foto: Capacetes-Brancos/Defesa Civil da Síria

Destruição causada por ataques aéreos em Zardana, na província síria de Idlib. Foto: Capacetes-Brancos/Defesa Civil da Síria

O secretário-geral da ONU, António Guterres, expressou “profunda preocupação” com os ataques aéreos em Zardana, na província síria de Idlib, onde operações militares deixaram pelo menos 47 mortos, incluindo crianças, segundo a imprensa internacional. Investida ocorreu à noite entre os dias 7 e 8 de junho. Chefe das Nações Unidas pediu uma investigação “completa” do episódio.

Segundo pronunciamento de seu porta-voz, Guterres pede que o inquérito esclareça “especialmente as alegações de que houve também um segundo ataque, direcionado aos socorristas” que chegaram ao local. Zardana é uma cidade controlada por grupos de oposição ao regime do governante Bashar Al-Assad.

O secretário-geral disse ainda que Idlib é atualmente o lar de 2,3 milhões de sírios. Desses, 60% são civis que fugiram de outras partes da Síria, como a Ghouta Oriental, em busca de segurança. De acordo com o dirigente máximo da ONU, população vive “situação precária”.

Guterres “pede uma suspensão imediata das hostilidades e chama urgentemente todos os atores a respeitar suas obrigações em acordo com o direito internacional humanitário, incluindo a proteção de civis e da infraestrutura civil”.

A mensagem do chefe da ONU lembra que Idlib é uma das regiões contempladas pelo acordo de redução das tensões firmado em Astana, no Cazaquistão. Negociações tiveram a participação da Rússia, Turquia, Irã, do governo sírio e de outras partes do conflito.


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