Chefe da ONU pede extensão da pausa humanitária no Iêmen

Nos primeiros quatro dias da pausa, equipes humanitárias levaram alimentos suficiente para cobrir um mês de necessidades nutricional, forneceram combustível e água potável, além de distribuir itens essenciais não alimentícios.

Equipe móvel de saúde da OMS em Al Hudaydah, no Iêmen, atendendo 880 famílias deslocadas. Foto: OMS Iêmen

Equipe móvel de saúde da OMS em Al Hudaydah, no Iêmen, atendendo 880 famílias deslocadas. Foto: OMS Iêmen

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon destacou que iemenitas têm enfrentado “níveis trágicos de sofrimento e violência” nos últimos meses, pedindo a todos os lados do conflito que se abstenham de quaisquer ações que prejudiquem a segurança dos aeroportos, portos marítimos e infraestrutura de transporte do país, e para participar de consultas sem precondições.

Ban encorajou fortemente o fim das interrupções na importação de combustíveis, alimentos e medicamentos, em um comunicado emitido em seu nome, no último domingo (17), por seu enviado especial para o Iêmen, Ismail Ould Cheikh Ahmed, na Arábia Saudita, em Conferência em Riade, sobre a situação no país.

Nos primeiros quatro dias da pausa, equipes humanitárias despacharam ajuda suficiente para cobrir um mês de necessidades alimentares para mais de 273 mil pessoas, forneceram combustível para garantir acesso à água potável para 1,2 milhão de pessoas e distribuíram itens essenciais não alimentícios para quase 32 mil pessoas.

“A pausa humanitária é importante para dar aos iemenitas tempo para procurar assistência médica e para que os bens essenciais necessários cheguem em todo o país. Essa pausa deve agora tornar-se um cessar-fogo permanente e marcar o fim de todas as hostilidades”, declarou Ban.