Chefe da ONU pede compromisso de líderes do G7 para enfrentar emergência climática

Pessoas de todo o mundo pedem uma mudança para um futuro mais verde e limpo, disse o secretário-geral da ONU, António Guterres, nesta segunda-feira (26), enfatizando que “temos as ferramentas para enfrentar a emergência climática, mas precisamos de mais vontade política”.

A mensagem foi publicada no Twitter a partir de Biarritz, na França, onde o chefe da ONU se reuniu nos últimos dois dias com líderes do G7 para mobilizar ações antes de sua Cúpula de Ação Climática no mês que vem em Nova Iorque.

Com o derretimento do gelo na Groenlândia e incêndios recorde ocorrendo do Ártico ao Alasca e na Amazônia, o secretário-geral da ONU disse que “estamos muito pior do que estávamos durante (as negociações do acordo de) Paris”, referindo-se à conferência de 2015 na capital francesa que deu origem ao acordo climático que visa aliviar o aquecimento global e reduzir as emissões de gases de efeito estufa.

Autoridades dos países do G7 reúnem-se no Hotel du Palais Biarritz, na França, em 25 de agosto de 2019. Foto: Casa Branca/Andrea Hanks

Autoridades dos países do G7 reúnem-se no Hotel du Palais Biarritz, na França, em 25 de agosto de 2019. Foto: Casa Branca/Andrea Hanks

Pessoas de todo o mundo pedem uma mudança para um futuro mais verde e limpo, disse o secretário-geral da ONU, António Guterres, nesta segunda-feira (26), enfatizando que “temos as ferramentas para enfrentar a emergência climática, mas precisamos de mais vontade política”.

A mensagem foi publicada no Twitter a partir de Biarritz, na França, onde o chefe da ONU se reuniu nos últimos dois dias com líderes do G7 para mobilizar ações antes de sua Cúpula de Ação Climática no mês que vem em Nova Iorque.

Falando a jornalistas, Guterres disse que a Cúpula da ONU — e a necessidade de ação concreta — surgem no contexto de uma “dramática emergência climática”, com a Organização Meteorológica Mundial (OMM) das Nações Unidas relatando que o período de 2015 a 2019 está no caminho de ser o mais quente já registrado e com as mais altas concentrações de C02 na atmosfera.

Com o derretimento do gelo na Groenlândia e incêndios recorde ocorrendo do Ártico ao Alasca e na Amazônia, o secretário-geral da ONU disse que “estamos muito pior do que estávamos durante (as negociações do acordo de) Paris”, referindo-se à conferência de 2015 na capital francesa que deu origem ao acordo climático que visa aliviar o aquecimento global e reduzir as emissões de gases de efeito estufa.

Ele disse que evidências científicas recentes fornecidas pelo Painel Intergovernamental da ONU sobre Mudanças Climáticas (IPCC) deixaram claro que “nós absolutamente precisamos manter a elevação da temperatura em até 1,5 graus Celsius até o fim do século e ser neutros em carbono até 2050 e ter uma redução de 45% das emissões até 2030”.

“E, portanto, é absolutamente essencial que os países se comprometam a aumentar o que foi prometido em Paris, porque o que foi prometido (lá) não é suficiente”, disse Guterres, pedindo mais ambição e mais comprometimento para esse fim.

O chefe da ONU disse que a sociedade está se mobilizando, assim como a juventude mundial, “e queremos que os países cheguem a Nova Iorque e se comprometam a ser neutros em carbono em 2050, podendo aumentar substancialmente sua ambição nas Contribuições Nacionalmente Determinadas às ações climáticas que devem ser revistas em 2020.”

Guterres também enfatizou a necessidade de garantir que os países estejam “transferindo os impostos das pessoas para o carbono”, acabando com os subsídios aos combustíveis fósseis, e que mais usinas a carvão não sejam construídas depois de 2020.

“Tudo isso exige muita vontade política, e o G7 foi uma excelente oportunidade para apelar ao envolvimento muito forte da comunidade internacional”, disse o secretário-geral da ONU, acrescentando que “os jovens têm liderado o caminho, e nós começaremos a reunião com uma Cúpula da Juventude da ONU, mas precisamos, especialmente os países que pertencem ao G7, dar um exemplo positivo.”