Chefe da ONU pede compromisso com proteção de civis em zonas de guerra

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Em mensagem para o Dia Mundial Humanitário, lembrado no próximo sábado, 19 de agosto, o secretário-geral da ONU, António Guterres, pediu a lideranças políticas que façam tudo a seu alcance para proteger pessoas inocentes em zonas de conflito.

Chefe do organismo internacional chamou cidadãos de todo o mundo a participar da campanha da ONU lançada especialmente para a data. A iniciativa “Não É Alvo” — do original em inglês, #NotATarget — busca alertar o público sobre os riscos enfrentados por civis em situações de guerra. É possível assinar uma petição em prol da segurança e da vida de pessoas inocentes.

Campanha "Não É Alvo" quer mobilizar atenção do público para riscos enfrentados por civis em zonas de guerra. Imagem: ONU/OCHA

Campanha “Não É Alvo” quer mobilizar atenção do público para riscos enfrentados por civis em zonas de guerra. Imagem: ONU/OCHA

Em mensagem para o Dia Mundial Humanitário, lembrado no próximo sábado, 19 de agosto, o secretário-geral da ONU, António Guterres, pediu a lideranças políticas que façam tudo a seu alcance para proteger pessoas inocentes em zonas de conflito. “Que o mundo saiba: civis não são um alvo”, defendeu o dirigente. O chefe das Nações Unidas lembrou que, atualmente, confrontos são a causa do deslocamento forçado de 65,6 milhões de pessoas.

Guterres chamou cidadãos de todo o mundo a participar da campanha de conscientização da ONU lançada especialmente para a data. A iniciativa “Não É Alvo” — do original em inglês, Not A Target — busca alertar o público sobre os riscos enfrentados por civis em situações de guerra. É possível assinar uma petição em prol da segurança e da vida de pessoas inocentes. Para apoiar a causa, acesse http://worldhumanitarianday.org/en.

“Apesar de nossos esforços, civis, incluindo profissionais humanitários e de saúde continuam a suportar o fardo dos intensos conflitos pelo mundo. Eles são atacados e têm seu acesso (a populações afetadas) obstruído, ao passo que suprimentos humanitários e hospitais são saqueados por grupos conflitantes. Além disso, em cidades como Juba e Alepo, mercados, escolas e a infraestrutura civil vital são destruídos”, alertou Guterres.

No Iêmen, lembrou o secretário-geral, uma epidemia de cólera já matou mais de 9 mil pessoas. Serviços de saúde a infraestrutura de fornecimento de água e saneamento estão em colapso por conta da guerra.

Crises humanitárias são observadas ainda no Iraque, Síria, Sudão do Sul, República Democrática do Congo, Nigéria e outros lugares, onde milhares e mulheres e meninas precisam urgentemente de proteção, apoio e tratamento para lidar com abusos e traumas sexuais vividos em meio a conflitos.

“O resultado dessas crises é o número recorde de pessoas, mais de 65 milhões, forçadas a deixar suas casas fugindo de conflitos. Ninguém está ganhando essas guerras. Estamos todos perdendo”, disse Guterres. “Neste Dia Mundial Humanitário, assumamos um compromisso para fazer tudo em nossas capacidades para proteger mulheres e meninas, homens e meninos na linha de fogo e para dar-lhes esperança de um mundo melhor.”

Atualmente, o Escritório das Nações Unidas de Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) estima que 141,1 milhões de pessoas vivendo em 37 países precisem de assistência humanitária. O número representa um aumento de 12,5 milhões desde janeiro.

Somadas as estratégias de resposta da ONU e parceiros, serão necessários 23,5 bilhões de dólares para atender 101,2 milhões desses indivíduos. Segundo um levantamento feito em junho pelo OCHA, apenas 6,2 bilhões de dólares — pouco mais de um quarto do orçamento total — foram disponibilizados para financiar programas de ajuda. Acesse o panorama global humanitário do OCHA publicado em junho último: http://bit.ly/2uU8BbS.

Ações no Brasil

No Brasil, as agências da ONU no país lembraram a data com uma ação no Cristo Redentor do Rio de Janeiro, que foi iluminado na quinta-feira (17) de azul — a cor da paz e das Nações Unidas. Veja a matéria especial sobre a iniciativa na capital fluminense clicando aqui.

Na sexta-feira (18), o diretor do Centro de Informação da ONU para o Brasil (UNIC Rio), Maurizio Giuliano, participou de um debate sobre proteção de civis na Pontifícia Universidade Católica (PUC-Rio). Discussões reuniram especialistas em relações internacionais e acolhimento de refugiados. Saiba mais clicando aqui.

O Dia Mundial Humanitário foi instituído em 2008 pela Assembleia Geral da ONU em memória às 22 pessoas mortas num ataque terrorista às instalações da ONU em Bagdá, no Iraque. Na ocasião, em 2003, o brasileiro Sérgio Vieira de Mello perdeu a vida.


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