Chefe da ONU elogia novo governo do Líbano após impasse de oito meses

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, elogiou na sexta-feira (1º) o anúncio de um novo governo no Líbano, fruto de oito meses de difíceis negociações sobre a distribuição de ministérios entre grupos político-religiosos. O impasse se arrastava desde a eleição geral no país, realizada em maio do ano passado.

Mães e filhos em fila de vacinação num centro de saúde em Beirute, capital do Líbano. Foto: Banco Mundial/Dominic Chavez

Mães e filhos em fila de vacinação num centro de saúde em Beirute, capital do Líbano. Foto: Banco Mundial/Dominic Chavez

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, elogiou na sexta-feira (1º) o anúncio de um novo governo no Líbano, fruto de oito meses de difíceis negociações sobre a distribuição de ministérios entre grupos político-religiosos. O impasse se arrastava desde a eleição geral no país, realizada em maio do ano passado.

O chefe da ONU parabenizou o primeiro-ministro Saad Hariri e as lideranças políticas do Líbano. O dirigente máximo da Organização disse estar ansioso para “trabalhar de perto com o novo governo para continuar respondendo aos urgentes desafios políticos, de segurança, humanitários e econômicos, incluindo por meio do acompanhamento (das decisões) de conferências internacionais de apoio ao Líbano, realizadas no ano passado”.

O Líbano é governado por um complexo sistema de compartilhamento de poder, que tem como objetivo representar todas as suas comunidades religiosas e políticas. O novo gabinete, de 30 membros, possui quatro mulheres, incluindo a ministra do Interior, Raya Al Hassan, a primeira mulher a ocupar esse cargo na história do país.

De acordo com a imprensa, o novo governo de Hariri é uma composição equilibrada de grupos rivais. O desafio mais urgente para o gabinete é a revitalização da economia e a redução da dívida nacional, que está em cerca de 150% do Produto Interno Bruto.

Guterres reiterou o compromisso da ONU em “apoiar o Líbano no fortalecimento da sua soberania, estabilidade e independência política de acordo com o Acordo de Taif e a Declaração de Baabda”.

O secretário-geral também afirmou que a Organização quer auxiliar o país na implementação eficaz das resoluções 1701 (2006) e 1559 (2004) do Conselho de Segurança, sobre o fim das hostilidades entre Israel e o Hezbollah e sobre a retirada de forças estrangeiras do Líbano, respectivamente.

Segundo o dirigente, essas e outras deliberações relevantes do Conselho permanecem essenciais “para a estabilidade do Líbano e da região”.


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