Chefe da ONU elogia liderança da primeira-ministra da Nova Zelândia após ataques contra mesquitas

Em passagem pela Nova Zelândia, no domingo (12), o secretário-geral da ONU, António Guterres, elogiou a primeira-ministra do país, Jacinda Ardern, por sua liderança após os ataques contra mesquitas em Christchurch, em março último. Em coletiva de imprensa na capital neozelandesa, Auckland, o chefe das Nações Unidas expressou solidariedade às vítimas da violência, que deixou 51 mortos.

Jacinda Ardern, primeira-ministra da Nova Zelândia, cumprimenta o secretário-geral da ONU, António Guterres. Foto: ONU/Mark Garten

Jacinda Ardern, primeira-ministra da Nova Zelândia, cumprimenta o secretário-geral da ONU, António Guterres. Foto: ONU/Mark Garten

Em passagem pela Nova Zelândia, no domingo (12), o secretário-geral da ONU, António Guterres, elogiou a primeira-ministra do país, Jacinda Ardern, por sua liderança após os ataques contra mesquitas em Christchurch, em março último. Em coletiva de imprensa na capital neozelandesa, Auckland, o chefe das Nações Unidas expressou solidariedade às vítimas da violência, que deixou 51 mortos.

Guterres explicou que normalmente presta uma “visita de solidariedade” a um país muçulmano durante o Ramadã. Neste ano, no entanto, o dirigente decidiu visitar a comunidade muçulmana de Christchurch “para prestar homenagem à coragem, à resiliência, mas também à extraordinária união e à mensagem de solidariedade que foi dada pelo povo e pelo governo da Nova Zelândia”.

O ataque de 15 de março deste ano foi realizado por um atirador que entrou na mesquita de Al Noor, em Christchurch, onde matou 51 pessoas. Um segundo ataque aconteceu na mesquita de Linwood, na mesma cidade. O autor da violência foi preso e acusado de assassinato. Segundo a imprensa internacional, durante o atentado, o criminoso transmitiu ao vivo, pela Internet, imagens de uma câmera posicionada em sua cabeça.

Dois outros homens e uma mulher também foram detidos por conexões com os ataques terroristas, embora um deles tenha sido libertado na sequência.

Guterres expressou sua admiração pela resposta rápida e decisiva de Jacinda aos ataques em massa. O governo tomou medidas imediatas para fortalecer significativamente a legislação sobre controle de armas.

O secretário-geral disse ainda que os apelos da primeira-ministra para prevenir discursos de ódio nas redes sociais e na Internet e sua liderança são extremamente importantes no contexto das iniciativas da ONU para combater a intolerância e para apoiar países na proteção de locais sagrados.

Nova Zelândia ‘no fronte’ das ações climáticas

A visita do secretário-geral à Nova Zelândia é parte de uma série de viagens a Estados insulares do Pacífico, onde os debates sobre as mudanças climáticas têm ganhado destaque e urgência. Em discurso à imprensa, Guterres agradeceu a Nova Zelândia por sua posição pioneira no combate à “emergência climática” e pelo apoio do país a outras ilhas do Pacífico.

“Visitarei Fiji, Tuvalu e Vanuatu e transmitirei uma forte mensagem do Pacífico para o resto do mundo: nós precisamos acompanhar o ritmo, precisamos ter a capacidade de reverter esta tendência dramática. Não podemos permitir uma mudança climática desenfreada. Precisamos proteger as vidas de todas as pessoas e precisamos proteger nosso planeta”, enfatizou o chefe da ONU.

Guterres também lembrou a aprovação de uma lei na Nova Zelândia para alcançar a neutralidade em carbono antes de 2050. O texto também visa manter o aquecimento global a 1,5°C até o final do século. Esse teto de temperatura foi defendido pela comunidade científica em relatório da ONU divulgado em outubro de 2018.

O secretário-geral alertou que a vontade política para enfrentar o aquecimento global está sumindo em outros países, apesar de os governos terem consciência da necessidade de agir. Este é um dos motivos pelos quais Guterres promoverá a Cúpula da ONU sobre o Clima, que será realizada na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque, em setembro.