Chefe da ONU elogia início de negociações políticas no Sudão do Sul

Ban Ki-moon pediu que os envolvidos implementem rapidamente o acordo de cessar-fogo assinado no mês passado. Desde o início dos conflitos, milhares de pessoas morreram e mais de 700 mil estão deslocadas.

Adolescente deslocado lava roupa em uma das bases da ONU no Sudão do Sul. Foto: ACNUR /K. McKinsey

Adolescente deslocado lava roupa em uma das bases da ONU no Sudão do Sul. Foto: ACNUR /K. McKinsey

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, elogiou na terça-feira (11) o início das negociações políticas no Sudão do Sul entre o governo e a oposição na capital etíope Adis Abeba e ressaltou a necessidade da adesão ao cessar-fogo assinado no mês passado entre as partes.

Há relatos de que milhares de pessoas foram mortas e 723.900 tiveram que fugir de suas casas devido ao conflito que começou em meados de dezembro. Mais de 140 mil sul-sudaneses foram para outros países, enquanto quase 75 mil pessoas estão abrigadas em bases da ONU.

Segundo o porta-voz de Ban, o chefe da ONU está profundamente preocupado com os relatos de combates e escaramuças nos estados do Alto Nilo e de Unity. Ele reiterou a necessidade de os envolvidos nos combates implementarem plenamente os acordos assinados no dia 23 de janeiro sobre a cessação das hostilidades e sobre o estatuto dos detentos.

Ban também pediu que não haja impedimentos à ajuda oferecida pela Missão da ONU no Sudão do Sul (UNMISS) no país e condenou o uso de bombas de fragmentação no conflito.

Restos de bombas foram encontrados na semana passada pelo Serviço da ONU de Ação Antiminas (UNMAS), que enviou uma equipe especializada em explosivos não detonados para apoiar a missão a facilitar o acesso da estrada entre as cidades de Bor e Juba.

A UNMISS disse nesta quarta-feira (12) que quatro equipes do UNMAS estão viajando para Bentiu para recolher os restos de bomba não detonados na capital e em outras áreas no Estado de Unity.

As equipes têm diferentes capacidades, como desarmar explosivos não detonados e minas, investigar estradas e fornecer à população afetada informações sobre o risco dessas bombas.