Chefe da ONU elogia EUA e China por ratificação de Acordo de Paris

Ban Ki-moon cumprimentou o presidente da China, Xi Jinping, e o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pela entrega neste sábado (3) de instrumentos legais para a ratificação do Acordo de Paris para o clima. Segundo o secretário-geral da ONU, a ratificação dos dois principais emissores contribui para que o pacto entre em vigor ainda este ano.

Foto: ONU

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O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, cumprimentou o presidente da China, Xi Jinping, e o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pela entrega neste sábado (3) de instrumentos legais para a ratificação do Acordo de Paris para o clima, o que pode fazer com que o pacto entre em vigor ainda este ano.

“Hoje, estou honrado por receber os instrumentos legais de Estados Unidos e China para se unirem ao Acordo de Paris”, disse Ban durante cerimônia em Hangzhou, às vésperas do início da cúpula dos países do G20. “A liderança e colaboração próxima dos dois países foram essenciais para o sucesso das negociações sobre mudanças climáticas em Paris em dezembro”, completou.

Juntos, China e Estados Unidos representam aproximadamente 40% das emissões globais de gases do efeito estufa, disse Ban. “Agora, ao formalmente se unir ao Acordo de Paris, vocês adicionaram um poderoso impulso para que este entre em vigor este ano”, declarou.

Com China e Estados Unidos, 26 países ratificaram o acordo, respondendo por 39% das emissões globais. Agora, é preciso que outros 29 países, representando 16% das emissões, façam o mesmo. Para entrar em vigor, o Acordo de Paris precisa ser ratificado por pelo menos 55 países que respondem por aproximadamente 55% da emissões do planeta.

“Estou esperançoso e otimista de que conseguiremos fazê-lo antes do fim do ano e antes do fim do meu mandato como secretário-geral das Nações Unidas”, afirmou Ban.

“Peço que todos os líderes, particularmente os países do G20, acelerem seus processos domésticos de ratificação para que possamos transformar as aspirações de Paris na ação climática transformativa da qual o mundo precisa tão urgentemente.”

Entre as metas do acordo está manter o aumento da temperatura média global abaixo de 2°C acima dos níveis pré-industriais, e acelerar a redução das emissões de gases do efeito estufa.

Ban lembrou ter convidado líderes mundiais para um evento de alto nível na sede das Nações Unidas em Nova York, no próximo dia 21 de setembro. “Pedi aos líderes que viajem a Nova York com seus instrumentos de ratificação ou se comprometam publicamente a se unir ao acordo antes do fim deste ano.”

“Com o Acordo de Paris, o mundo passa a ter diretrizes globais igualitárias, duradouras e flexíveis para reduzir as emissões, fortalecer a resiliência climática e fornecer apoio aos países em desenvolvimentos para a construção de economias de baixo carbono e se adaptarem aos inevitáveis impactos do clima.”