Chefe da ONU diz que combate ao terrorismo na África traz proteção para cidadãos de todo mundo

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Em Adis Abeba, na Etiópia, para a conferência anual da ONU e da União Africana, o secretário-geral António Guterres cobrou na segunda-feira (9) mais apoio da comunidade internacional para a África, sobretudo nas áreas de combate ao terrorismo. Dirigente lembrou que a ascensão de grupos armados, como o Boko Haram, trouxe desafios de segurança que não podem ser enfrentados com abordagens tradicionais de promoção da paz.

Homem próximo a sua casa destruída em Baga, estado de Borno, na Nigéria, após os intensos combates entre as forças militares da Nigéria, Níger e Chade e o Boko Haram. Foto: IRIN/Aminu Abubakar

Homem próximo a sua casa destruída em Baga, estado de Borno, na Nigéria, após intensos combates entre as forças militares da Nigéria, Níger e Chade e o Boko Haram. Foto: IRIN/Aminu Abubakar

Em Adis Abeba, na Etiópia, para a conferência anual da ONU e da União Africana, o secretário-geral António Guterres cobrou na segunda-feira (9) mais apoio da comunidade internacional para a África, sobretudo na área de combate ao terrorismo. Dirigente lembrou que a ascensão de grupos armados, como o Boko Haram, trouxe desafios de segurança que não podem ser enfrentados com abordagens tradicionais de promoção da paz.

“Precisamos entender que, quando as tropas africanas lutam contra terroristas no Sahel, elas não estão apenas protegendo os cidadãos do Sahel. Estão protegendo o mundo todo. E o mundo tem que ter solidariedade com a África, uma vez que as forças africanas protegem a todos nós”, disse o chefe das Nações Unidas.

Guterres lembrou que países fora do continente também podem impedir a perpetuação de cadeias criminosas globais. Segundo o secretário-geral, o fluxo de fundos ilegais, a evasão fiscal e a lavagem de dinheiro tiram da África 50 bilhões de dólares por ano.

“Essa é a uma responsabilidade para a comunidade internacional, apoiar a África na garantia de que os recursos africanos permaneçam na África, para apoiar o desenvolvimento”, completou o chefe da ONU.

O secretário-geral celebrou desdobramentos políticos positivos, como a visita histórica do primeiro-ministro etíope à Eritreia e a assinatura de um cessar-fogo entre os principais grupos rivais do confronto civil do Sudão do Sul.

“Tudo isso nos dá esperança de que o continente africano andará cada vez mais rumo à paz e à segurança”, acrescentou Guterres.


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