Chefe da ONU diz estar ‘chocado’ com assassinato de agente humanitária na Nigéria

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O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, condenou veementemente na terça-feira (16) o assassinato de uma agente humanitária do Comitê Internacional da Cruz Vermelha no nordeste da Nigéria. Ele disse estar “chocado” pela morte, que aconteceu na segunda-feira (15).

A agente humanitária, Hauwa Mohammed Liman, uma parteira e enfermeira de 24 anos, trabalhava na cidade de Rann, próxima à fronteira com Camarões. Ela foi sequestrada em 1º de março, junto a outras duas enfermeiras, Saifura Hussaini Ahmed Khorsa e Alice Loksha, após um ataque de extremistas armados na cidade, no qual dezenas de pessoas foram mortas.

Chegada ao aeroporto de Maiduguri dos corpos de três agentes humanitários mortos em ataque em 1º de março em Rann, no nordeste da Nigéria. Foto: OCHA/Yasmina Guerda

Chegada ao aeroporto de Maiduguri dos corpos de três agentes humanitários mortos em ataque em 1º de março em Rann, no nordeste da Nigéria. Foto: OCHA/Yasmina Guerda

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, condenou veementemente na terça-feira (16) o assassinato de uma agente humanitária do Comitê Internacional da Cruz Vermelha no nordeste da Nigéria. Ele disse estar “chocado” pela morte, que aconteceu na segunda-feira (15).

A agente humanitária, Hauwa Mohammed Liman, uma parteira e enfermeira de 24 anos, trabalhava na cidade de Rann, próxima à fronteira com Camarões. Ela foi sequestrada em 1º de março, junto a outras duas enfermeiras, Saifura Hussaini Ahmed Khorsa e Alice Loksha, após um ataque de extremistas armados na cidade, no qual dezenas de pessoas foram mortas.

Guterres manifestou suas profundas condolências à família, amigos e colegas de Liman e sua solidariedade à equipe do CICV. “Os responsáveis por este assassinato devem ser levados à Justiça”, afirmou.

Entre os mortos no ataque em 1º de março em Rann estão três agentes humanitários da ONU: Emmanuel Yawe Sonter e Ibrahim Lawan, que trabalhavam na Organização Internacional para as Migrações (OIM), e Izuogu Onyedikachi, que trabalhava no Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).

Saifura Hussaini Ahmed Khorsa, uma das outras duas enfermeiras sequestradas e que também trabalhava para o CICV, foi morta há um mês, após passar seis meses e meio em cativeiro, no que o coordenador humanitário da ONU para a Nigéria chamou de um “ato covarde, hediondo e desprezível”.

De acordo com relatos da mídia, Alice Loksha, que trabalhava no UNICEF em Rann, permanece nas mãos do grupo armado, que parece ter anunciado sua intenção de mantê-la “como escrava”.

Expressando “preocupação com a segurança e o bem-estar dos reféns restantes”, Guterres pediu a “libertação imediata” e enfatizou que “todas as partes no conflito devem proteger agentes humanitários que fornecem assistência humanitária vital para milhões de pessoas em necessidade no nordeste da Nigéria”.

De acordo com o Escritório das Nações Unidas de Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), a resposta internacional em Rann está fornecendo assistência vital – incluindo alimentação, água potável, abrigo e assistência médica – para mais de 60 mil pessoas deslocadas internamente e milhões no restante do nordeste do país. Cerca de 3 mil agentes humanitários estão presentes no nordeste, a maioria destes, nigerianos.

A crise humanitária no nordeste da Nigéria é atualmente uma das mais severas do mundo, com 7,7 milhões de pessoas em necessidade de ajuda humanitária.


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