Chefe da ONU defende conhecimentos tradicionais na prevenção de desastres

No Dia Internacional para a Redução de Desastres, Ban Ki-moon sublinhou que os conhecimentos tradicionais e indígenas “são a base de informação indispensável” para proteger o planeta das mudanças climáticas e riscos naturais e provocados pelo homem.

Vista aérea da destruição da costa da Indonésia causada pelo tsunami do Oceano índico de 2004. Foto: ONU / E. Schneider

Vista aérea da destruição da costa da Indonésia causada pelo tsunami do Oceano índico de 2004. Foto: ONU / E. Schneider

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, dedicou a observância neste ano do Dia Internacional para a Redução de Desastres ao poder do conhecimento tradicional, indígena e local. A data é comemorada todos os anos no dia 13 de outubro para conscientizar sobre a urgência de ação para prevenir perdas por desastres naturais e provocados pelo homem.

“Conhecimentos tradicionais e indígenas são a base de informação indispensável para muitas sociedades que procuram viver em harmonia com a natureza e adaptar-se a eventos climáticos prejudiciais, um planeta em aquecimento e a elevação dos mares”, disse Ban,lembrando que a construção de resiliência aos desastres também é uma característica-chave dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável recentemente adotados.

O chefe da ONU mencionou o Marco de Sendai para a Redução do Risco de Desastres que destaca como o conhecimento tradicional pode complementar o científico na gestão de riscos de desastres. Ele citou como exemplo a chegada do ciclone Pam à ilha de Vanuatu, no Pacífico. As consequências do fenômeno natural poderiam ser ainda mais devastadoras se não fosse pelos abrigos construídos com material local e de maneira tradicional, que ajudaram a proteger a população.

A diretora-geral a Organização da ONU para a Educação, a Ciência e a Comunicação (UNESCO), Irina Bokova, pediu a expansão e integração de todas as formas de conhecimento e especialização na prevenção de riscos de desastres, afirmando que a construção de sociedades ainda mais resilientes passa pela inclusão.