Chefe da ONU condena violência mortal na fronteira Gaza-Israel

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, está acompanhando “com profunda preocupação” os acontecimentos mais recentes na fronteira entre Gaza e Israel e pediu para todas as partes exercerem máxima contenção.

Ao longo do final de semana, centenas de foguetes foram disparados da Palestina para o sul de Israel e Israel retaliou com centenas de ataques aéreos e tiros de tanques.

Secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres. Foto: ONU

Secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres. Foto: ONU

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, está acompanhando “com profunda preocupação” os acontecimentos mais recentes na fronteira entre Gaza e Israel e pediu para todas as partes exercerem máxima contenção.

Ao longo do final de semana, centenas de foguetes foram disparados da Palestina para o sul de Israel e Israel retaliou com centenas de ataques aéreos e tiros de tanques.

De acordo com a imprensa, diversas mulheres, crianças e homens foram mortos ou ficaram feridos como resultado da violência – 24 palestinos e quatro israelenses.

Lamentando o “risco de mais um agravamento e maior perda de vida na véspera do mês sagrado do Ramadã”, no domingo (5), o chefe da ONU condenou “nos mais fortes termos o lançamento de foguetes de Gaza para Israel, especialmente os que miraram centros populacionais civis”.

Ele pediu para todas as partes “exercerem máxima contenção, reduzirem as tensões imediatamente e retornarem aos entendimentos dos últimos meses”, se referindo ao frágil cessar-fogo acordado recentemente. O acordo foi mediado pelo Egito e apoiado pela ONU.

O coordenador especial da ONU para o processo de paz no Oriente Médio, Nickolay Mladenov, emitiu no sábado (4) um comunicado pedindo calma. Ele continua trabalhando de perto com o Egito e com todas as partes envolvidas para restaurar calma.

Em meio a um cenário de escassez de bens e serviços básicos em Gaza, ligado a mais de uma década de bloqueios aéreos, marítimos e terrestres por parte de Israel, protestos palestinos começaram na Faixa de Gaza há mais de um ano. Em um ciclo de violência, quase 200 palestinos foram mortos, incluindo mais de 40 crianças, e mais de 1.300 ficaram feridos.


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