Chefe da ONU condena restrições de viagens a passageiros em países afetados pelo ebola

Ban Ki-moon destacou que os trabalhadores de saúde que lutam contra o surto “estão dando tudo de si para a humanidade”. Ele pediu que decisões sobre voos tenham uma base científica.

Mulher que teve a família afetada pelo ebola em Serra Leoa. Foto: UNICEF/Bindra

Mulher que teve a família afetada pelo ebola em Serra Leoa. Foto: UNICEF/Bindra

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, condenou nesta segunda-feira (27) as recentes restrições postas em prática em vários países e localidades contra pessoas que viajaram para os principais países afetados pelo ebola.

“Ele acredita que essas restrições têm colocado pressão sobre os trabalhadores de saúde e sobre aqueles que têm estado na linha de frente da resposta ao ebola”, disse Ban por meio de seu porta-voz. Ele destacou que os trabalhadores de saúde que lutam contra o ebola são “pessoas excepcionais que estão dando tudo de si para a humanidade”.

O secretário-geral da ONU acrescentou que as pessoas não devem ter as viagens restritas sem uma fundamentação científica. “Aqueles que desenvolvem infecções deve ser apoiados, não estigmatizados”, disse Ban.

O secretário-geral reiterouque a melhor maneira para qualquer país de se proteger do ebola é deter o surto em sua origem, na África Ocidental. “Isso requer considerável apoio internacional profissional de saúde e, em troca desse apoio, temos a obrigação de cuidar deles”, diz a nota.

Desde o início do atual surto, quase 5 mil pessoas já morreram, com mais de 10 mil casos registrados, principalmente na Guiné, Libéria e Serra Leoa.