Chefe da ONU condena morte de membro da força de paz na República Centro-Africana

Um comboio da MINUSCA, que viajava de Damara para Ngerengo, foi alvo de disparos de um grupo armado desconhecido. Durante o fogo cruzado, um membro da força de paz faleceu e outro ficou ferido.

Membros da MINUSCA realizam uma operação em conjunto com a Polícia Nacional em Bangui. Foto: ONU/MINUSCA/Nektarios Markogiannis

Membros da MINUSCA realizam uma operação em conjunto com a Polícia Nacional em Bangui. Foto: ONU/MINUSCA/Nektarios Markogiannis

O chefe da ONU, Ban Ki-moon, condenou nesta quarta-feira (07) o assassinato do capacete-azul da Missão Integrada Multidimensional de Estabilização da ONU na República Centro-Africana (MINUSCA), que ocorreu nesta terça-feira (06) na capital do país, Bangui.

O secretário-geral deplorou veemente o ataque contra os membros da força de paz das Nações Unidas e pediu que os culpados sejam identificados e levados à justiça o mais breve possível. Além disso, reiterou o seu pedido de que todos os grupos armados ponham fim ao conflito e deixem as armas.

Um comboio da MINUSCA, que viajava de Damara para Ngerengo, foi alvo de disparos de um grupo armado desconhecido. A escolta militar da MINUSCA, composta pela infantaria do Burundi, respondeu ao ataque. Durante o fogo cruzado, um membro da força de paz foi morto e outro ferido.

A República Centro-Africana permanece sob tensão desde o acirramento da violência em 26 de setembro, que deixou até o momento 42 mortos e 414 feridos. Mais de 37 mil pessoas já deixarem suas casas e procuraram refúgio em outras localidades e em 32 campos de deslocados na cidade, de acordo com a ONU.