Chefe da ONU condena ataque na Somália contra oficiais do governo

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, condenou o ataque terrorista de quarta-feira (24) contra escritórios da prefeitura de Mogadíscio, capital da Somália.

Segundo a imprensa internacional, seis autoridades do governo foram mortas e diversas outras ficaram feridas. Um dos sobreviventes é o prefeito da cidade, Abdirahman Omar Osman, que foi levado ao Qatar para receber tratamento médico, de acordo com a veículos de comunicação somalis.

Abdirahman Omar Osman, prefeito de Mogadíscio, durante cerimônia em março de 2018. Foto: ONU/Omar Abdisalan

Abdirahman Omar Osman, prefeito de Mogadíscio, durante cerimônia em março de 2018. Foto: ONU/Omar Abdisalan

O secretário-geral das Nações Unidas condenou os ataques terroristas de quarta-feira (24) contra escritórios da prefeitura de Mogadíscio, capital da Somália. Segundo a imprensa internacional, seis autoridades do governo foram mortas e diversas outras ficaram feridas. Um dos sobreviventes é o prefeito da cidade, Abdirahman Omar Osman, que foi levado ao Qatar para receber tratamento médico, de acordo com a veículos de comunicação somalis.

De acordo com relatos da mídia, o ataque foi realizado por uma mulher-bomba em instalações do governo municipal. A autoria do atentado foi reivindicada pelo grupo extremista al-Shabaab.

António Guterres estendeu suas “profundas condolências” às famílias e aos entes queridos das vítimas. O secretário-geral reiterou o total apoio e a solidariedade da ONU ao povo e ao governo da Somália.

O enviado especial da ONU para o país africano, James Swan, havia se encontrado com Abdirahman Omar Osman mais cedo na quarta-feira, para discutir progressos e desafios na capital e em áreas próximas.

Swan, que também comanda a Missão de Assistência da ONU na Somália (UNSOM), descreveu o ato como um “ataque hediondo”, que “demonstra um violento desrespeito à santidade da vida humana”.

Nesta quinta-feira (25), Bahame Tom Nyanduga — especialista independente da ONU sobre a situação dos direitos humanos no país africano — elogiou o povo somali pela resiliência perante desafios extremos, como conflito armado, ataques terroristas e graves violações de direitos humanos. A população também precisa lidar com pobreza e falta de acesso serviços e bens básicos.

Os comentários de Nyanduga foram feitos em pronunciamento divulgado após visita à Somália. No comunicado, o especialista pediu para a comunidade internacional continuar ajudando a nação a fortalecer suas instituições e seus setores de justiça e segurança antes das próximas eleições.

Também neste mês, o al-Shabaab reivindicou a responsabilidade por um ataque à cidade de Kismayo, no sul do país, no qual um carro com explosivos entrou em um hotel. O prédio foi então invadido por atiradores. Pelo menos 26 pessoas foram mortas.