Chefe da ONU alerta para impacto humanitário de crise em Gaza

Ban Ki-moon volta a pedir a ambas as partes que evitem qualquer nova escalada no conflito.

Ban Ki-moon volta a pedir a ambas as partes que evitem qualquer nova escalada no conflito.

Mohammed Fakhri Naim, de apenas 3 anos, é um dos feridos no ataque contra a escola da UNRWA em Beit Hanoun, Gaza. Foto: UNICEF/Loulou D'aki

Mohammed Fakhri Naim, de apenas 3 anos, é um dos feridos no ataque contra a escola da UNRWA em Beit Hanoun, Gaza. Foto: UNICEF/Loulou D’aki

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, voltou a pedir a ambas as partes que evitem qualquer nova escalada no conflito de Gaza, alertando para o impacto humanitário devastador sobre os civis.

O chefe das Nações Unidas fez o apelo por comunicado após, segundo relatos, folhetos terem sido jogados pelas Forças de Defesa de Israel no norte da Faixa de Gaza alertando para dezenas de milhares de moradores para que deixem suas casas e evacuem a Cidade de Gaza.

“Se for verdade, isso teria um impacto humanitário ainda mais devastador sobre os civis sitiados dessas áreas da Faixa de Gaza, que já passaram por um imenso sofrimento nos últimos dias”, disse o comunicado.

Ele acrescentou que as agências da ONU na Faixa de Gaza não têm os recursos necessários para lidar o enorme fluxo adicional de palestinos desesperados que fogem dos bombardeios israelenses.

Dados do conflito até dia 29 de julho de 2014. Arte: UNIC Rio

Dados do conflito até dia 29 de julho de 2014. Arte: UNIC Rio

A Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina (UNRWA) informou que encontrou foguetes escondidos em uma de suas escolas, no centro de Gaza. Em nota, a UNRWA confirmou que os explosivos foram encontrados na manhã desta terça-feira (29) durante uma inspeção do pessoal da Agência ao local.

Para o porta-voz da UNRWA, Chris Gunness, a descoberta dos foguetes é uma outra violação da neutralidade das instalações das Nações Unidas. Ele pediu a todas as partes que respeitem a inviolabilidade da propriedade da ONU.

Gunness disse que não foi possível levar ainda à escola um especialista em munição por causa da situação de violência e combates nos arredores da escola. Segundo o porta-voz da UNRWA, isso será feito assim que as condições de segurança permitirem a inspeção.