Chefe da ajuda humanitária da ONU pede o fim dos bloqueios ao resgate de civis na Síria

“Não se sabe quantas pessoas permanecem presas nas áreas de conflito”, afirmou Valerie Amos. “Elas precisam urgentemente de alimentação, colchões (…) e água potável”.

Subsecretária-Geral para Assuntos Humanitários e Coornadora de Ajuda de Emergência, Valerie Amos. (ONU/Mark Garten)Em meio a reportagens de conflito pesado na cidade de Aleppo e em vários lugares na Síria, a chefe humanitária das Nações Unidas pediu a todas as partes envolvidas na violência no país que evitem mortes de civis e permitam acesso humanitário às vítimas. “Estou extremamente preocupada com o impacto dos bombardeios e do uso de tanques e armas pesadas contra o povo de Aleppo, a cidade mais populosa da Síria”, disse a Subsecretária-Geral para Assuntos Humanitários e Coordenadora de Ajuda de Emergência, Valerie Amos.

“Peço que todas as partes em combate  garantam que não vão mirar em civis, assim como assegurar acesso seguro  às organizações humanitárias para levar ajuda de salvamento ao povo afetado pelo conflito”, disse Amos em um comunicado de imprensa. Ela acrescentou que o Comitê Internacional da Cruz Vermelha e o Crescente Vermelho estimam que 200 mil pessoas fugiram dos combates em Aleppo e arredores nos últimos dois dias.

“Não se sabe quantas pessoas permanecem presas nas áreas de conflito”, disse Amos. “Muitas pessoas encontraram abrigo temporário em escolas e outras edificações públicas nas áreas mais seguras. Elas precisam urgentemente de alimentação, colchões e cobertores, materiais de higiene e água potável “. A situação humanitária nas cidades e nas rotas de transporte principais têm tornado difícil alcançar as famílias em necessidade em Aleppo, Hama e outras áreas.

“Apesar da situação muito perigosa, o Crescente Vermelho, as agências da ONU e parceiros continuam a distribuir alimentos, cobertores e kits de higiene quando e onde eles podem, e estão enviando milhares de outros itens”.