Chefe da AIEA diz que Irã está cumprindo seus compromissos no acordo nuclear

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Um dia depois de os Estados Unidos anunciarem a saída do acordo internacional sobre o programa nuclear iraniano, o chefe da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) disse nesta quarta-feira (9) que o Irã está cumprindo consistentemente com seus compromissos.

Yukiya Amano, que lidera a AIEA, disse que o Irã foi “alvo do regime de verificação nuclear mais robusto do mundo” sob os termos do acordo de 2015, conhecido como Plano de Ação Conjunto Global (JCPOA, na sigla em inglês).

Yukiya Amano, diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). Foto: AIEA/Dean Calma

Yukiya Amano, diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). Foto: AIEA/Dean Calma

Um dia depois de os Estados Unidos anunciarem a saída do acordo internacional sobre o programa nuclear iraniano, o chefe da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) disse nesta quarta-feira (9) que o Irã está cumprindo consistentemente com seus compromissos.

Yukiya Amano, que lidera a AIEA, disse que o Irã foi “alvo do regime de verificação nuclear mais robusto do mundo” sob os termos do acordo de 2015, conhecido como Plano de Ação Conjunto Global (JCPOA, na sigla em inglês).

O plano, fechado por Irã, China, França, Alemanha, Rússia, Reino Unido, EUA e União Europeia, estabelece mecanismos rigorosos para monitorar as restrições impostas ao programa nuclear iraniano, enquanto abriu o caminho para a retirada das sanções da ONU contra o país.

Ele descreveu o acordo como “um ganho significativo para a verificação”, acrescentando que a AIEA pode confirmar que os compromissos nucleares estão sendo implementados pelo Irã.

Na terça-feira (8), o presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou na Casa Branca que os EUA sairão do acordo, e que iniciarão unilateralmente a retomada das sanções econômicas contra o Irã no seu “mais alto nível”.

Em uma declaração televisionada, Trump não alegou que o Irã estava violando os termos do acordo, mas descreveu suas disposições como “totalmente inaceitáveis”. O Irã aceitou inspeções e limites rígidos para suas atividades de pesquisas e enriquecimento nuclear por um período de dez a 15 anos.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, disse em comunicado logo depois do anúncio norte-americano que estava “profundamente preocupado” com a decisão, e pediu que as demais partes preservassem o acordo.

A AIEA disse repetidamente que, de acordo com os inspetores da agência da ONU no Irã, nenhuma violação do acordo ocorreu, e que não há evidências de nenhuma atividade relacionada a qualquer arma nuclear no país depois de 2009.

O diretor-geral da AIEA disse que a agência estará acompanhando de perto os acontecimentos relacionados ao acordo, conforme pedido pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas e autorizado pelo conselho de diretores da AIEA em 2015.


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