CEPAL pede integração regional para garantir inclusão social

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A secretária-executiva da Comissão Econômica da ONU para América Latina e Caribe (CEPAL), Alicia Bárcena, afirmou que, para alcançar uma maior coesão e inclusão social, é necessário recuperar a cooperação internacional e o multilateralismo, com um novo e revigorado papel da integração regional.

A alta funcionária das Nações Unidas participou, na semana passada, do seminário internacional “Os novos desafios da coesão social na Ibero-América”, organizado pela Secretaria-Geral Ibero-Americana e o Ministério das Relações Exteriores do Chile.

Evento com Alicia Bárcena, secretária executiva da CEPAL. Foto: Cepal

Evento com Alicia Bárcena, secretária executiva da CEPAL. Foto: Cepal

Para alcançar uma maior coesão e inclusão social é necessário recuperar a cooperação internacional e o multilateralismo, com um novo e revigorado papel da integração regional. A afirmação é de Alicia Bárcena, secretária-executiva da Comissão Econômica da ONU para América Latina e Caribe (CEPAL).

A alta funcionária das Nações Unidas participou, na semana passada, do seminário internacional “Os novos desafios da coesão social na Ibero-América”, organizado pela Secretaria-Geral Ibero-Americana e o Ministério das Relações Exteriores do Chile.

Alicia enfatizou que a cultura de privilégios ainda é um grande problema na América Latina e Caribe. “Chega de privilégios, chega de sonegação e evasão fiscal, de corrupção”, afirmou.

A secretária-executiva da CEPAL lembrou que a desigualdade é um desafio estrutural que conspira contra o desenvolvimento sustentável e é central para a Agenda 2030 na região. Ela frisou que as desigualdades se entrecruzam e se potencializam de acordo com a distribuição do acesso pessoal e funcional; com a distribuição de riqueza; com o gênero e a condição étnico-racial; entre outros fatores.

Alicia Bárcena advertiu que a pobreza está aumentando na região e que todos as conquistas obtidas nas últimas décadas estão retrocedendo. Para ela, é necessário potencializar capacidades e reverter disparidades, impulsionar políticas com um enfoque no ciclo de vida e garantir a igualdade de acesso e meios para a educação, saúde, emprego e seguridade social.

Além disso, é necessário impulsionar a inclusão a partir do mercado de trabalho, elaborar acordos com efeito redistributivo, garantir a inclusão com reconhecimento e dignidade e, finalmente, crescer para igualar e igualar para crescer.


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