CEPAL: “Desenvolvimento deve estar no centro da agenda do G-20”

Alicia Bárcena, Secretária Executiva da CEPAL, abriu seminário internacional que avaliou a realidade socioeconômica regional e mundial, tendo em vista a próxima reunião do G-20, em meados de novembro, na Coreia do Sul.

CEPAL: “Desenvolvimento deve estar no centro da agenda do G-20”Alicia Bárcena, Secretária Executiva da CEPAL, abriu seminário internacional que avaliou a realidade socioeconômica regional e mundial, tendo em vista a próxima reunião do G-20, em meados de novembro, na Coreia do Sul.

“Crescimento não é equivalente a desenvolvimento. È por isso que a agenda do G-20 deve considerar não só as políticas para prevenir futuras crises e potencializar a reativação, mas deve colocar no seu centro a análise de estratégias para um desenvolvimento de longo prazo, sustentável e inclusivo”, disse a Secretária Executiva da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL), Alicia Bárcena, durante a abertura de um seminário internacional.

“Isto implica na abertura de um profundo debate sobre o desenho da arquitetura econômica e financeira global que consiga abranger a diversidade e heterogeneidade dos países que conformam a economia mundial, e dos novos desafios que traz o século 21”, disse Bárcena no início do seminário sobre Estratégias de Desenvolvimentos Recentes nos Planos de Governo, na sede da CEPAL em Santiago. O encontro, que termina hoje (26), é organizado conjuntamente entre a CEPAL e o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) do Brasil, com o apoio do Governo da Coreia.

Durante o seminário, especialistas de vários continentes analisarão a realidade socioeconômica regional e mundial com o objetivo de elaborar propostas para a próxima reunião do G-20 que se realizará dias 11 e 12 de novembro na cidade de Gyeongju, na Coreia do Sul.

O G-20, ou Grupo dos 20, é um fórum de cooperação relacionado com o sistema financeiro internacional composto pelos sete países mais industrializados do mundo mais a Rússia (Grupo dos Oito), a União Europeia como bloco e onze países recentemente industrializados, entre os quais México e Brasil.

A Secretária Executiva da CEPAL disse que em uma agenda de desenvolvimento com igualdade, é necessário fechar as lacunas de produtividade internas e externas, enxergar o emprego como a peça-chave para diminuir a desigualdade, levar em frente um pacto trabalhista que promova dinamismo econômico e proteja o trabalhador, além de iniciar políticas sociais ativas e redistributivas que assegurem a proteção social universal.

Na inauguração do seminário na CEPAL participaram Márcio Pochmann, Presidente do IPEA; Myung-soo Jang, Ministro Embaixador da República da Coreia no Chile; e Antonio Prado, Secretário Executivo Adjunto da CEPAL. Entre os palestrantes estão Jomo Kwame Sundaram, Secretário-Geral Adjunto das Nações Unidas para Assuntos Econômicos e Sociais; José Antonio Ocampo, professor da Universidade de Columbia e ex-Secretário-General Adjunto das Nações Unidas para Assuntos Econômicos e Sociais; e Daniel Titelman, Chefe da Unidade de Estudos do Desenvolvimento da CEPAL.