CEPAL denuncia segregação territorial em cidades latino-americanas e caribenhas

Em evento paralelo ao Fórum Político de Alto Nível da ONU, em Nova Iorque, a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) defendeu neste mês (12) mais financiamento e capacidades fiscais para políticas urbanas sustentáveis. Para a chefe do organismo regional, Alicia Bárcena, as cidades devem ser vistas como “bens públicos globais”.

Vista do bairro de São Conrado, no Rio de Janeiro, com a Rocinha em primeiro plano. Foto: Wikimedia/Alicia Nijdam

Vista do bairro de São Conrado, no Rio de Janeiro, com a Rocinha em primeiro plano. Foto: Wikimedia/Alicia Nijdam

Em evento paralelo ao Fórum Político de Alto Nível da ONU, em Nova Iorque, a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) defendeu neste mês (12) mais financiamento e capacidades fiscais para políticas urbanas sustentáveis. Para a chefe do organismo regional, Alicia Bárcena, as cidades devem ser vistas como “bens públicos globais”.

A dirigente lembrou que os países latino-americanos e caribenhos apresentam a maior taxa média de urbanização do planeta. A expansão da malha urbana, porém, não ocorreu sem problemas. Bárcena alertou que a região tem dois abismos a serem superados — os altos níveis de desigualdade de renda e a segregação territorial.

“É necessário fechar as lacunas, romper o silêncio estatístico, produzir dados urbanos e melhorar o acesso a financiamento e capacidades para gerar indicadores do ODS (Objetivo de Desenvolvimento Sustentável da ONU) nº 11“, defendeu a secretária-executiva da CEPAL, lembrando a meta da Agenda 2030 da ONU sobre cidades e comunidades sustentáveis.

Em 2017, a comissão divulgou um Plano de Ação Regional para a Implementação da Nova Agenda Urbana, outro marco global em prol de assentamentos e centros urbanos inclusivos, seguros, resilientes e sustentáveis.

“Devemos buscar formas de incluir esses desafios na planificação nacional dos países e alinhá-los com os pressupostos, além de assegurar que todo o público, a sociedade e os governos lcoais participem das decisões que os afetam”, completou Bárcena.


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