CEPAL defende transparência na gestão pública para promover cidadania

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Em evento no Chile, a secretária-executiva da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL), Alicia Bárcena, defendeu o acesso à informação e a transparência na prestação de contas como ferramentas para garantir o exercício da cidadania. Para dirigente, países devem desenvolver estratégias de governo aberto, divulgando com clareza suas atividades.

Secretária-executiva da CEPAL, Alicia Bárcena. Foto: CEPAL/Carlos Vera

Secretária-executiva da CEPAL, Alicia Bárcena. Foto: CEPAL/Carlos Vera

Em evento no Chile, a secretária-executiva da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL), Alicia Bárcena, defendeu o acesso à informação e a transparência na prestação de contas como ferramentas para garantir o exercício da cidadania. Para dirigente, países devem desenvolver estratégias de governo aberto, divulgando com clareza suas atividades.

“Isso nos parece ainda mais relevante hoje, quando estamos vivendo de maneira preocupante o enfraquecimento do multilateralismo, o aumento do protecionismo e inclusive controvérsias entre os que sentem perdedores e os que sentem vencedores da globalização”, afirmou Alicia durante a abertura do encontro.

Lembrando o trabalho da CEPAL para reduzir desigualdades, a dirigente defendeu modelos de governo aberto, que já têm se consolidado na agenda internacional como “uma resposta vigorosa aos desafios de progredir em (questões como) transparência, acesso à informação pública, prestação de contas, ética e integridade pública”. Alicia é embaixadora da Aliança para o Governo Aberto.

Iniciativas da área visam garantir acesso pleno à informação sobre o setor público, buscando, dessa forma, melhorar a qualidade das políticas e serviços.

Na avaliação da chefe da Comissão, medidas estão alinhadas ao Objetivo de Desenvolvimento Sustentável nº 16, que prevê o estabelecimento de instituições eficazes, responsáveis e inclusivas em todos os níveis. Alicia defendeu avanços nas estratégias de governo aberto, para que permitam a participação também do Legislativo e do Judiciário em programas de transparência.

Também presente, Francisco Silva, vice-diretor do Serviço Civil no Chile, enfatizou que “não há governo aberto onde não há democracia, onde não existe liberdade de expressão, de informação, onde as instâncias do controle público se encontram cerceadas”.

Gestor defendeu que o trabalho das instituições públicas deve estar sempre orientado para o cidadão, com vistas a fortalecer a confiança em bens e serviços públicos de qualidade.


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